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» Como é a errar que se aprende, os jogos contra o Volendam (2-0) e o Lokeren (2-2) serviram para aprendermos muita coisa, pelo que foram de facto bons jogos de preparação. Espero que todos os erros que o Porto ainda tem que cometer sejam cometidos nos jogos de preparação que restam, de modo a que já estejam todos corrigidos quando chegarem os jogos a sério. Força Porto! :o)
No Canadá, onde tivemos uma recepção calorosa com direito a visita de uma velha glória do clube, Bernardo da Velha (verdadeiro Portista, que sofreu com o clube os tempos mais obscuros da nossa história), a comitiva recebeu cinco reforços de peso: Costinha, Maniche, Nuno Valente, Postiga e Seitaridis (parece que a imprensa desportiva espanhola é capaz de atingir um nível de ridículo com que a portuguesa pode apenas sonhar!). Infelizmente, Deco e Ricardo Carvalho não voltaram com eles.
Confesso que já estava mais ou menos mentalizada para a inevitabilidade da saída do Mágico, mais cedo ou mais tarde. Felizmente não foi no ano passado, mas acabou por ser agora. Foi para o Barcelona, clube que sempre admirou e no qual acha que não terá grandes dificuldades de adaptação, pelas grandes semelhanças com o FC Porto. O Barcelona é um clube com o qual eu simpatizava quando o Baía e o Couto jogavam lá (excepto na era Van Gaal), mas do qual aprendi a "desgostar" quando, já sem Baía nem Couto, a comunicação social portuguesa passou a preconizar a ideia de que era obrigação patriótica de toda a gente torcer pelo Barcelona pelo simples facto de jogar lá o Sr. Figo (mais ou menos como acontece hoje com o Real Madrid). Desde a saída do Peseteiro, voltei a simpatizar com o Barcelona, mas entretanto tinha-me habituado a preferir, no campeonato espanhol, os clubes galegos (Celta e Depor). Agora, com o Celta na 2ª Divisão, continuo a gostar do Depor, mas este ano vou torcer pelo Barcelona. Porque joga lá aquele que nunca deixará de ser o nosso Mágico, que finta com os dois pés e que por tudo o que fez de azul e branco e pela pessoa que é reservou para sempre um lugar no coração de todos os Portistas. Adeus Mágico! Continua a encantar o Mundo com a tua magia e com o teu sorriso, e não te esqueças de um dia voltar a casa!
Já em relação ao Ricardo Carvalho, nunca esperei que ele saísse. Via nele o futuro líder, quando (num dia que, espero, ainda esteja muito, muito longe!) o Jorge Costa e o Baía pendurassem as chuteiras. É com grande tristeza que o vejo rumar a um clube que de grande só tem a conta bancária, mas a vida é feita de escolhas e ele fez a dele. E trinta milhões é de facto muito dinheiro, sobretudo por um defesa. Também a ele desejo boa sorte, como ao Mourinho e ao Paulo Ferreira, mas, paradoxalmente, não ao clube que representam. E também para eles teremos sempre os braços abertos.
Por outro lado, a boa notícia é a contratação de uma enorme esperança do futebol mundial, que deixa no Brasil uma legião de fãs de coração parido para iniciar carreira num continente onde (apesar do Beckham) o futebol que joga será mais importante do que os seus inegáveis atributos físicos. Como parece que ele é ainda mais talentoso do que bonito, estamos cheios de sorte. Agora é prová-lo no campo. As expectativas são enormes. Boa sorte, Diego!
» Impõe-se ainda uma homenagem a um grande Portista, de nome José Azevedo, que alcançou um grande 5º lugar no Tour de France, cumprindo com distinção o que lhe cabia: ajudar o seu chefe de fila a renovar o troféu. Parabéns Azevedo!
E agora na Volta a Portugal, força Nuno Ribeiro e Cândido Barbosa, dois grandes favoritos de coração azul e branco! :o) E força também para o Vítor Gamito, apesar de - julgo eu - não possuir essa enorme virtude que é ser Portista! Como campeão que é, vai certamente vencer também este contratempo.
[22:45]
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» Enquanto se escreve que o Ricardo lançou um livro a acusar o Baía de ter ido à bruxa lançar pragas sobre ele (mas atenção que a bruxa do Baía não brinca em serviço... de há mais de um ano para cá que o Ricardo tem culpas em quase todos os golos que sofre!), nos mesmos jornais escreve-se duas notícias sobre o Vítor Baía - nenhuma delas, no entanto (e quem conhece a comunicação social portuguesa acrescentará "naturalmente"), a merecer o destaque do supramencionado livro: Baía ofereceu quatro monitores de sinais vitais para a Unidade de Pediatria do Instituto Português de Oncologia do Porto, e foi considerado o melhor guarda-redes da Europa. É preciso dizer mais?
» O estágio do grande Porto já começou e o primeiro jogo (8-0 ao Ado 20), apesar do adversário ser muito fraco, satisfez o treinador, os jogadores e os adeptos. É o início de mais uma época que, acredito e espero, voltará a ser de glória para o FC Porto.
» Como entretanto só escrevi aqui uma vez e sobre outro assunto, tenho outra coisa para comemorar: somos Campeões de Hóquei em Patins!!! Mais uma vez fazemos o grand slam das 4 modalidades mais importantes em Portugal! :o) É pena que entretanto tenhamos perdido a meia-final da Taça contra a equipa que esta época goleámos várias vezes, inclusive na meia-final da Liga dos Campeões e no jogo do título, que virou o campeonato a nosso favor na última jornada. E foi tão injusta a meia-final da Taça! Depois de recuperarmos um 5-1, marcarmos o 6-6 mesmo no final e o 7-7 depois de sofrermos um golo já no prolongamento, o oitavo golo deles foi fatal. É pena, mas não belisca a grande vitória no campeonato. Tricampeões!!!
» Mudando de assunto, tenho que deixar um comentário ao concerto dos Paralamas do Sucesso no Festival da Francesinha. E não são precisas muitas palavras: fabuloso! Deram vários encores, e acabaram por tocar músicas que não deviam estar no programa, visto que combinavam na hora. O Herbert Vianna, mesmo de cadeira de rodas, tem uma energia incrível. Tocaram todas aquelas músicas que toda a gente esperava que eles tocassem e ainda "Que País É Este" da Legião Urbana, um dos momentos altos do concerto. Encerraram com "Should I Stay Or Should I Go", e só fiquei um bocadinho desiludida por não terem tocado Bob Marley, como há 4 anos quando os vi no Hard Club (tocaram "War"). De qualquer forma, foi espectacular. E de graça! :o)
» Gostei muito mais do
Shrek 2
do que do primeiro (embora tenha adorado o primeiro). O Gato das Botas é fantástico e a voz do Banderas encaixa na perfeição no espírito do personagem. Aquela imagem da carinha dele (a que vêem aqui em baixo) vale pelo filme! É que os gatos fazem mesmo aquilo! Sinceramente, acho que só uma pessoa que tenha gatos consegue apreciar totalmente a magia deste personagem!
Agora, o atrasado mental que decidiu traduzir "kingdom of far far away" como "reino de bué bué de longe" devia ser extraditado para o Iraque, já que prefere falar mouro do que português...
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» Finalmente os exames e frequências acabaram. Ainda há uns trabalhos para entregar, mas está quase. Ainda não tive oportunidade de escrever sobre o Euro desde o jogo contra a Rússia, por isso vai ser hoje!
1 - Em primeiro lugar, a palhaçada do Ricardo no jogo contra a Inglaterra. Defendeu um penalty, tem mérito, mas o que fez a seguir é de uma grande falta de vergonha na cara. Era o Nuno Valente que ia marcar o penalty, mas ele resolveu que tinha que ser ele. E porquê? Porque era um penalty sem risco nem responsabilidade, um penalty que, se ele falhasse, não deitaria tudo a perder, mas se ele marcasse faria dele a estrela. O que tem isso de heróico? Só mesmo na cabeça de quem pretendia à força toda que o Ricardo "provasse" no Euro que era o melhor guarda-redes português - como por exemplo, quase toda a comunicação social portuguesa. Mas como é impossível provar algo que não é verdade, ele, obviamente, não o provou. Pois se não é sequer o melhor dos três que lá estavam...
2 - O seu valor (ou a ausência dele) provou ele na final, como se de provas se precisasse, com aquela (não) saída ridícula que deu a vitória à Grécia. Nem saiu nem ficou na baliza, mais preocupado que estava a empurrar um jogador grego que nem sequer interveio no lance...
3 - Fiquei contente com a derrota de Portugal porque nem o Scolari nem o Ricardo mereciam ficar na história como campeões da Europa. Nenhum dos dois tem qualidade para isso e ainda por cima são ambos, como figuras públicas (não os conheço de outra forma), totalmente desprezíveis.
4 - Dizem, suponho que metaforicamente, que o Brasil jogou a final do Mundial de 50, contra o Uruguai, em casa, com as faixas de campeão por baixo das camisolas. Portugal fez o mesmo no Domingo. Ninguém, principalmente os adeptos, teve o mínimo respeito pelo adversário. Como a maioria deve saber, o Brasil também perdeu em 50.
5 - A Grécia mereceu ser campeã. O futebol deles, apesar de defensivo, é um futebol bonito, não se baseia na porrada e no pontapé para a frente. A táctica deles é muito bem construída e têm jogadores muito bons, e acima de tudo muito lutadores.
E é preciso não esquecer que foram eles que eliminaram aquelas que, para mim, eram as duas melhores equipas do Euro: a França e a República Checa.
6 - O Seitaridis é mesmo bom!
7 - Além disso, os gregos são um povo muito simpático! :o)
8 - Essa história de festejar mesmo tendo perdido não mostra fair-play nem maturidade, como já ouvi dizer, antes assume contornos de ridículo. É verdade que foi uma boa campanha e é preciso reconhecer isso, mas festejar um segundo lugar quando já se sabia há dias que isso era o pior que poderia acontecer, é preciso admiti-lo, é um bocado idiota. Tendo em conta que nos dias anteriores toda a gente tinha a certeza que ia ganhar, e de 3 para cima, festejar a derrota é das duas uma: ou hipocrisia ou sinal de que estão todos (os que festejaram) pouco se lixando para a Selecção - mas querem é festa e acharam muito gira a moda das bandeiras na varanda, e caras pintadas e tal! Eu apontava mais para esta segunda hipótese.
9 - O melhor jogador do Euro foi o Maniche. Não oficialmente, porque normalmente é escolhido um jogador da equipa vencedora, mas na prática.
10 - O futuro será mais risonho para Portugal. Com o fim da geração de ouro pouco se perde, uma vez que já existem substitutos à altura para todos (excepto na baliza, mas o Baía ainda está aí para as curvas, se o seleccionador tivesse juízo...), e ainda se deixa de ter o Figo a mandar e desmandar na Selecção. O problema é que o Scolari continua, pelo que a Selecção se vai qualificar à rasca para 2006 e só porque tem um grupo muito fraquinho. Mas quando o Scolari se for embora, se a FPF contratar um treinador a sério, aí sim poderá ser a vez de Portugal.
11 - A Câmara Municipal do Porto mandou iluminar alguns dos mais importantes monumentos da cidade com as cores nacionais, a propósito do Europeu de... Futebol. Onde está agora a promiscuidade?
12 - Como muita gente já apontou, e eu concordo plenamente, Portugal ganhou o Euro no que toca à organização. Embora muita gente temesse que nada fosse ficar pronto (e até torcesse nesse sentido!), conseguimos, com quase metade do orçamento (previsto) de Wembley, construir 10 estádios; conseguimos terminar a maioria dos acessos (ou pelo menos os suficientes, visto que tudo correu bem); em termos de segurança praticamente não houve problemas, nem dentro nem fora dos estádios; as equipas, jornalistas e adeptos estrangeiros foram muito bem recebidos, quer a nível formal, nos estádios, aeroportos, estações de comboio, etc., quer pela população em geral... Enfim, Portugal está mesmo de parabéns!
13 - Mas Campeões da Europa, esses, somos nós. Baía incluído!!! :o)
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