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» Jankauskas allez, Jankauskas allez, Jankauskas allez allez ooo! Sim senhor, Janka, já merecias uma noite assim! Falo do jogo da Taça, contra o Braga (3-1), é claro! Que grande exibição e que golaço! Estou contentíssima por termos passado à final da Taça de Portugal, é claro, mas neste jogo, além da alegria da nossa vitória, também senti alegria pela derrota do Braga, se é que me entendem. Uma certa sensação de "bem feito!". Isso porque o Braga se recusou a adiar a partida, pretendendo aproveitar-se da sobrecarga de jogos do FC Porto. Essa atitude vinda de um clube que, além de usufruir do empréstimo de dois jogadores do Porto, luta neste momento por uma posição na SuperLiga que lhe dê acesso às competições europeias, posição essa que só dará acesso às tais competições europeias devido aos pontos que o Porto (e também o Boavista, mas principalmente o Porto) tem vindo a marcar nos últimos anos. Bem feito sim senhor.
Depois da atitude bem mais ética e desportivista do Nacional da Madeira, que acedeu ao pedido de adiamento do jogo por parte do Porto, jogámos a primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, contra o Lyon (2-0). Não fomos brilhantes, mas jogámos bem (contra uma equipa que, até ao nosso segundo golo, só defendeu e contra-atacou) e conseguimos materializar, pelo menos em parte, a nossa superioridade. O resultado é bom mas é preciso muita concentração e muita luta na segunda mão para chegarmos às meias-finais.
» Algo que me chamou a atenção no dia do jogo, e espero que tenha chamado a muito mais gente também, foi a faixa pendurada no edifício da Sociedade Protectora dos Animais (não sei há quanto tempo lá está, eu só a vi na terça-feira) que dizia qualquer coisa como "Gosta dos novos arruamentos? A obra é da Câmara Municipal do Porto, mas os terrenos são da Sociedade Protectora dos Animais". Sinceramente, às vezes a ausência de humanidade em supostos seres humanos choca-me. Tiraram os terrenos à SPA e simplesmente nada deram em troca. Um local alternativo continua a ser apenas uma promessa e actualmente os animais estão instalados em condições deploráveis. E o problema parece passar completamente ao lado de quem está no meio dele: a Câmara Municipal do Porto. É revoltante.
[04:00]
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» O FC Porto venceu mais dois jogos para a Superliga, ambos em casa. Contra o Belenenses foi mais fácil (4-1), contra o Boavista mais complicado (1-0). O primeiro foi um bom jogo, estivémos bem. Grande entrada do Ricardo Costa para o terceiro golo, grande golo do Deco minutos depois. Já no segundo... Bem, não jogámos bem, mas fizemos a coisa mais importante que foi não perder a cabeça perante aquele joguinho tristemente irritante a que o Boavista já nos habituou. O árbitro foi condescendente com as enormes demoras na reposição da bola em jogo e as constantes quedas e entradas da equipa médica que começaram ao primeiro apito e só terminaram quando o Porto finalmente marcou. Como é que uma equipa pode auto-intitular-se "o quarto grande" a jogar constantemente desta forma? Pior... como é que uma equipa conseguiu ser campeã a jogar assim? E o Jaime Pacheco ainda teve a lata de afirmar, antes do jogo, que não ia jogar para empatar... Mas mais um golo do McCarthy valeu-nos 3 pontos e não vale a pena pensar mais no Boavista.
Na terça-feira anterior a esse jogo, como toda a gente sabe, fomos a Manchester garantir a passagem aos quartos-de-final da Liga dos Campeões (1-1). Não fizemos um jogo brilhante, mas tendo em conta quem era o adversário (mesmo em fases menos boas, o Manchester é sempre o Manchester) e que estávamos a jogar num estádio onde ainda ninguém tinha marcado para a Liga dos Campeões esta época, estivemos realmente em grande. Mantivemos o sangue frio e a fé até ao último minuto e fomos recompensados. Mais uma vez a equipa demonstrou a sua grande personalidade. Considerando o conjunto das duas mãos, é claro que a nossa passagem aos quartos-de-final foi justa, e até deveria ter sido com mais golos de diferença. Heróis sim senhor, mas agora Manchester já é uma linda recordação e é preciso olhar para a frente, pois por mais bonito e heróico que tenha sido, eram apenas os oitavos-de-final... Força grande Porto!
[15:35]
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» Alguém já ouviu falar de Zaw Thet Htwe? Provavelmente não. Trata-se do director da revista desportiva First Eleven, publicada em Myanmar (antiga Birmânia) - onde Aung San Suu Kyi foi eleita democraticamente mas relegada a prisão domiciliária pela junta militar ditatorial que assumiu o controle do país.
Quando Myanmar recebeu 4 milhões de dólares para a difusão do futebol no país, destinados a construir e recuperar campos, comprar bolas e equipamentos e apoiar equipas jovens, o governo, ávido de dinheiro sobretudo devido ao boicote internacional de que é alvo, apropriou-se deles. A First Eleven questionou o paradeiro desse donativo.
Quando uma equipa Birmanesa foi multada pela AFC (Confederação Asiática de Futebol) por falta de comparência a uma partida da Taça dos Campeões da Ásia, o governo censurou essa informação. A First Eleven divulgou a notícia.
A 17 de Julho de 2003 Zaw Thet Htwe, a sua mulher e três jornalistas da First Eleven foram presos sem mandato oficial. Os jornalistas e a esposa de Zaw Thet Htwe foram libertados alguns dias depois, mas o director da revista continuou detido. A 28 de Novembro, após um julgamento em que foi defendido por um advogado designado pela junta, Zaw Thet Htwe foi condenado à morte por alta traição, acusado de conspirar contra o governo.
Perante isto, faço minhas as palavras de Gianni Riotta, jornalista da
Gazzetta dello Sport:
"Mas pouquíssimos se interessam por um jornalista desportivo condenado à morte, e ninguém do mundo do desporto fala do assunto. Se Zaw tivesse escrito sobre política, sobre cultura, sobre arte, o seu nome apareceria em cartazes e a sua cara em camisolas de jovens em manifestações, e pensadores indignados tornariam a causa famosa. Comover-se por um cronista de futebol, é doloroso reconhecê-lo, não parece apaixonar nem os intelectuais, nem a opinião pública, nem o movimento contra a pena de morte e nem os campeões famosos."
Embora concorde com o parágrafo que transcrevi, não me revejo na atitude que Riotta descreve. O destino de Zaw Thet Htwe comove-me, indigna-me e revolta-me profundamente. Sei que não sou a única. Vamos fazer o pouco que podemos, assinando
aqui.
[17:39]
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» Ontem em Coimbra até nem jogámos assim tão mal, mas tivemos azar, o Pedro Roma defendeu quase tudo e nós quase perdíamos 2 pontos. Mas naquele livre do McCarthy, à segunda, tivemos sorte, a bola bateu num jogador deles e o Pedro Roma não conseguiu defender. Foi o suficiente. :o)
» Um amigo, uma grande bacia de pipocas e passou-se uma noite agradável a ver os
Oscars.
Das minhas escolhas, só 3 coincidiram com as da Academia: as actrizes e o filme de animação. De resto, O Senhor dos Anéis levou todos os Oscars para que foi nomeado, empatando com o Ben Hur e o Titanic, o que mesmo assim não me dá vontade de perder tempo a ver o filme. Para mim os melhores (entre os nomeados) continuam, obviamente, a ser aqueles que disse ontem, embora ache que os Oscars para Sean Penn e Tim Robbins também estão bem entregues.
Os discursos de agradecimento até foram comedidos, sem histerias mas com emoção e comoção - principalmente os dos actores e dos vencedores menos conhecidos (documentários e isso). O melhor discurso foi o de Errol Morris, vencedor da categoria melhor documentário com The Fog of War. Além da clara afirmação política, foi suficientemente sincero para dizer o que muitos pensam: "I'd like to thank the Academy for finally recognizing my films. Thank you so very, very, very much! I thought it would never happen".
O regresso de Billy Crystal, ao contrário do que eu esperava, não foi nada de especial, e o highlight em termos de apresentação foi sem dúvida a interpretação de "You're boring", por Jeff Black e Will Ferrell, na introdução ao Oscar de melhor canção.
A Diane Keaton era sem dúvida a mais bem vestida das mulheres, pelo bom gosto e elegância da roupa mas também pela originalidade e pela coragem de a usar na noite dos Oscars. Mas este ano a maioria das mulheres até usou vestidos bonitos, uns mais do que outros. Que eu me lembre, só o da Uma Thurman era francamente feio. Na Liv Tyler era o penteado que estragava tudo.
Enfim, foi mais uma noite de Oscars, esta sem muita piada porque as coisas nunca têm muita piada quando não ganha quem a gente quer. Fica ao menos o consolo de saber que O Senhor dos Anéis não terá uma quarta parte...
[17:39]
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» Ontem foi 29 de Fevereiro, um dia que, segundo o
Frasier,
deve ser encarado como uma dádiva, um dia a mais que nos é oferecido apenas de 4 em 4 anos e que deve ser aproveitado para fazer alguma coisa especial, ou mesmo para fazer algo que queremos fazer mas nunca tivemos coragem. A teoria não deixa de ser engraçada, mas a verdade é que todos os personagens do Frasier resolveram fazê-lo e a coisa não correu bem a nenhum...
Por falar no Frasier, é no 45º episódio do Cheers, agora a dar na SIC Gold, que Kelsey Grammer vai fazer a sua primeira aparição num papel que preencheu 20 anos da sua carreira (9 no Cheers e 11 no Frasier). Tenho a certeza que passarei a ser espectadora assídua, como fui do Frasier (a minha série de TV preferida, a par do Seinfeld e do Family Ties) enquanto passou, apesar do absurdo horário em que a TVI resolveu encaixá-lo.
» E agora os
Oscars
- falta meia horita. Primeiro, a lista dos filmes nomeados que eu vi:
Master and Commander
Seabiscuit
Mystic River
Cold Mountain
Pirates of the Caribbean
Lost In Translation
Cidade de Deus
Finding Nemo
The Last Samurai
House of Sand and Fog
Girl With a Pearl Earring
Monster
Pieces of April
Big Fish
O Senhor dos Anéis
não quis ver, mas vi o primeiro e, sinceramente, não me parece que seja muito diferente. Nas categorias difíceis de avaliar (para um leigo!), vou atirar para o ar... E, por não ter visto nenhum dos nomeados, não incluí os Oscars de filme em língua estrangeira, curtas metragens e documentários.
Só para que conste, para mim, Big Fish e Cidade de Deus são os melhores entre todos estes filmes, apesar de não estarem nomeados para melhor filme. Tendo em conta os filmes que vi, aqui ficam então os meus vencedores.
Melhor banda sonora: Big Fish
Melhor canção: "Belleville Rendez-vous" -
Les Triplettes de Belleville
Melhor direcção artística: Seabiscuit
Melhor edição: Cidade de Deus
Melhor fotografia: Girl With a Pearl Earring (um bocadinho de patriotismo não faz mal a ninguém! :o))
Melhor guarda-roupa: The Last Samurai
Melhor maquiagem: Pirates of the Caribbean
Melhor som: Seabiscuit
Melhor edição de som: Finding Nemo
Melhores efeitos especiais: Pirates of the Caribbean
Melhor filme de animação: Finding Nemo
Melhor actriz secundária: Renée Zellweger em Cold Mountain
Melhor actor secundário: Ken Watanabe em The Last Samurai
Melhor argumento adaptado: Cidade de Deus
Melhor argumento original: Finding Nemo
Melhor realizador: Fernando Meirelles em Cidade de Deus
Melhor actriz principal: Charlize Theron em Monster
Melhor actor principal: Ben Kingsley em House of Sand and Fog
Melhor filme: Seabiscuit
[00:25]
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