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» Na quarta-feira vi o meu clube dar um banho de bola ao clube mais rico do mundo. Vi a magnífica nova relva do nosso lindo novo estádio ser palco de uma exibição espectacular, enquanto das bancadas vinha um apoio fantástico. A minha única tristeza é ver um resultado tão curto (2-1), pois perante um domínio tão evidente poderíamos - e deveríamos - ter arrumado a eliminatória. Ainda assim, a estreia europeia do Estádio do Dragão foi linda. Aconteça o que acontecer em Old Trafford, a noite de quarta-feira ninguém nos pode tirar. Mas apesar do resultado ser muito perigoso, eu acredito que vamos passar a eliminatória. Temos equipa para isso. Força Porto!
Grande coreografia a dos
Super
e do
Colectivo.
God save the king! O rei Dragão, é claro!
E por falar em rei, Dom Dinis, infante de Portugal, esteve nas Antas com o pai, Dom Duarte Pio, o herdeiro do trono Português. Baptizado no Porto, recebeu do padrinho Sebastião de Herédia a inigualável honra de ser Portista e, com apenas 4 aninhos, já cita o plantel de cor. Vendo a mediocridade dos políticos que temos e sabendo que há um Portista na
casa real,
qualquer dia viro monárquica. Ao menos tínhamos uma bandeira mais bonita... Não que a bandeira da república seja feia, pelo contrário (nacionalismos à parte, é uma das mais bonitas do Mundo), mas a da monarquia é ainda mais bonita! :o)
Para terminar, quero frisar uma coisa: quem, como eu, ouviu as palavras do Gilberto Madaíl e não a versão já distorcida pela comunicação social, sabe que ele criticou a má organização do trânsito nos acessos ao estádio pelas forças de segurança - e não os acessos. A nossa comunicação social continua igual a si própria.
E viva o Porto! :o)
[03:28]
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» Não gostei do jogo do Porto (1-1) na Luz. A primeira parte até foi razoável, controlámos à vontade, mas na segunda jogámos tão mal que o Benfica chegou a parecer uma boa equipa. Nem sequer vou falar no penalty que ficou por marcar, mas que ficou, ficou.
Hoje (aliás, ontem) demos 3-0 ao Guimarães, em casa, com naturalidade. Gostei do jogo. A estrela da noite foi o relvado novo, que se manteve numa forma fantástica mesmo após a chuva forte que caiu durante grande parte do tempo.
» Estou a tentar ver o maior número possível de filmes candidatos às categorias principais dos
Oscars
antes da cerimónia. Não que ache que isso tem muita importância nem que o filme que recebe o Oscar e os que são nomeados são de facto os melhores filmes do ano, mas gosto de acompanhar por uma questão de curiosidade. Já vi alguns, mas ainda faltam bastantes.
O Senhor dos Anéis
não tenciono ver; vi o primeiro e não gostei nada, e não acredito que este seja muito diferente. De resto, vou tentar ver mesmo aqueles que não fazem o meu género (estilo
Master and Commander,
por exemplo), e mais perto do dia digo qualquer coisa e faço os prognósticos.
O grande derrotado das nomeações é o
Big Fish,
candidato apenas a melhor banda sonora, mas do qual ouvi dizer muito bem. Fui ver e adorei. Já não existem filmes como aquele. É uma fábula maravilhosa contada de uma maneira colorida, envolvente e encantadora, que cativa do primeiro ao último minuto. É uma história sobre o ser, o viver, o sonhar, o acreditar. Uma história linda. Há muito, muito tempo não saía tão satisfeita de uma sala de cinema, pronta a acrescentar um título à minha curta lista de filmes preferidos. O Grande Peixe é mesmo um grande filme. É fantástico.
[03:34]
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» Há mais de duas semanas que não escrevo nada aqui. Durante este tempo aconteceu uma série de coisas no futebol sobre as quais não me vou deter mais do que um postzito. Aqui fica.
» Morreu Miki Fehér. Quando jogava no Porto eu e a minha família gostávamos imenso dele e depositávamos nele muita esperança. A morte em directo de alguém que nos habituámos a admirar e que, ainda que de longe, conhecíamos, não pode deixar de chocar aqueles que acompanham o futebol - mesmo sem a massificação/exploração mediática da dor pela comunicação social. O que não significa que a comunicação social não o tenha feito - pelo contrário. Mas não foi só ela que se aproveitou da morte do Fehér. Quem esteve um pouco atento viu perfeitamente quem foram os aproveitadores.
À margem de tudo isso, aquilo que mais choca é a inexistência de um motivo palpável para a morte de um rapaz de 24 anos, aparentemente saudável e feliz. É assustador. Mas aquilo que deve confortar a sua família e amigos é o facto de, ainda que em tão pouco tempo, Fehér ter deixado a sua marca no Mundo. Que descanse em paz, e que aqueles que deixou saudosos encontrem forças para continuar.
» O Porto foi a Alvalade e jogou pouco futebol, mas isso teria sido suficiente para os levar de vencida, não fosse o sr. Lucílio fazer das suas. Antes, durante e depois do jogo o Dias da Cunha fez questão de provar a toda a gente que é um atrasado mental, e, apesar de já ter conseguido, continua a sua exibição, dia após dia, em qualquer jornal num quiosque perto de si. E depois há a palhaçada do cromo que veio à sala de imprensa dizer que alguém disse que alguém disse que alguém disse que alguém disse que alguém disse que viu o Mourinho rasgar a camisola com que o Rui Jorge não jogou mas que quis trocar com o Vítor Baía já nos balneários. Essa história é tão verdadeira quanto o penalty que deu o empate ao Sporting. Mas enfim, a que nos ataquem estamos nós habituados, agora é preciso responder à altura, no campo. Força Porto!
» Entretanto ganhámos ao Leiria (2-1) em casa, num jogo que deveria ainda ter sido nas Antas, e fomos a Vila do Conde passar às meias-finais da Taça, pelo mesmo resultado. Como disse o Mourinho, os miúdos portaram-se bem!
[14:36]
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