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» Vim só desejar um feliz Natal a todos! O mais importante é que o passem junto de quem amam, com muita saúde e muita paz, mas já agora comam muitos doces e dêem e recebam muitas prendinhas!
» Para o nosso Ninja, muita força! Tu tens o espírito do Dragão em ti e não há lesão que te derrube! Muito, muito em breve estarás de volta aos relvados a dar-nos alegrias! E entretanto, o Porto vencerá por ti.
[12:07]
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» Vencemos em Alverca por 2-1 e mantemos assim a mesma vantagem pontual sobre o segundo. O jogo foi muito difícil e estranho, de muita luta, muitos nervos e muito azar. Azar na hora do remate, azar no frango que o Baía levou, azar na lesão do Derlei. Mas vencemos.
Pois é, o Baía levou um frango - e dos grandes. Apesar de não parecer, ele é apenas humano. Mas esse frango acabou por ter um efeito positivo, até porque vencemos o jogo na mesma: veio demonstrar mais uma vez a força psicológica, a raça e a excelência de Vítor Baía, que não se deixou abalar por aquele momento infeliz e esteve seguríssimo durante todo o tempo restante, sem uma única reposição de bola errada, sem uma saída extemporânea, sem uma hesitação. É assim que se distinguem os bons dos melhores, porque frangos todos levam. Grande Baía!
Quanto à lesão do Ninja, espero que as previsões não se confirmem e que não seja grave. Mas seja ou não seja, força Ninja, estamos todos contigo!!!
» Mental note: nunca mais tentar fazer compras de Natal no centro do Porto na última semana. Nunca.
[02:36]
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» Afinal ainda houve mais dois jogos no meu querido Estádio das Antas, o que muito me agradou pois adoro aquele estádio e, sinceramente, ainda não me conformei à ideia de nunca mais lá entrar... E ainda por cima não choveu - e quando não chove, aquele estádio é nada menos que perfeito. Ontem foi a despedida definitiva, com a merecida festa. Primeiro a homenagem aos sobreviventes do primeiro jogo nas Antas (Barrigana, Virgílio, Carvalho, Pinto Vieira, José Maria e ainda Romão, que não pôde comparecer por estar doente mas que também foi destinatário da homenagem e dos aplausos), ao João Pinto (jogador que mais partidas disputou naquele estádio) e aos treinadores que conquistaram títulos internacionais pelo FCP (Artur Jorge, Ivic e Mourinho); depois a entrega do troféu da SuperLiga 2002/03; e, enquanto tudo isso sucedia no relvado, a alegria, o orgulho, a emoção e a nostalgia tomavam conta de cada um dos Portistas nas bancadas. No final do jogo era só pessoal a tirar fotos, as últimas fotos naquele lindo estádio. Os stewards quase tiveram que implorar às pessoas para saírem! Adeus Antas, até sempre! Já estou cheia de saudades...
As homenagens
O fogo
A última foto
Quanto aos jogos, contra o Beira-Mar foi um jogo bonito, até porque estiveram em campo as duas equipas que melhor futebol praticam na SuperLiga. O Porto foi sempre a melhor equipa e venceu por 3-0 com toda a justiça. O Benni aproxima-se cada vez mais daquele que conhecemos há duas épocas, e no domingo marcou um golo espectacular.
Contra o Maia, de facto o resultado (novamente 3-0) foi melhor do que a exibição. Alguns jogadores estiveram francamente mal e os habituais titulares foram quem jogou melhor, juntamente com o Secretário, que, na minha opinião, fez um bom jogo. E o treinador do Maia tem razão: o Maia está de parabéns pois foi jogar às Antas com uma atitude que envergonha (ou deveria envergonhar) quase todas as equipas da SuperLiga. Isso num jogo no qual o empate é até mais vantajoso do que na Liga (leva o jogo a penalties e aí nunca se sabe), pelo que o Maia merece de facto os parabéns. E nós estamos nos oitavos-de-final da Taça!
» O reconhecimento internacional do nosso grande clube é cada vez maior. Além dos rankings da
IFFHS
nos incluírem mês após mês entre os melhores, além da nomeação do Deco para a Bola de Ouro do France Football, além da votação da
World Soccer
(que considerou o FC Porto a 5ª melhor equipa do Mundo e o Mourinho o 3º melhor treinador) e da nomeação de Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Deco, Derlei e Mourinho para a votação do
UEFA Team of the Year 2003,
agora foi a minha mãe que, na sua habitual leitura dos jornais Brasileiros online encontrou,
n'O Globo,
uma coluna de opinião que nos deixou muito orgulhosos. Até punha aqui uma link para lá, mas não vale a pena porque já nos próximos dias essa coluna será substituída por outra, e além disso é necessário ser um utilizador registado para aceder a essa página. Mas eu resumo: basicamente Renato Maurício Prado é da opinião de que vencer a Taça Intercontinental não significa necessariamente ser o melhor clube do Mundo. Afirma que, para que uma equipa pudesse ser merecidamente considerada a melhor do planeta, deveria sair vencedora num torneio do qual participassem, e passo a citar: "Real Madrid, Milan, Manchester, Juventus, Cruzeiro, Boca Juniors e Santos — e mais um oitavo clube, que deixo a gosto do leitor: poderia ser, por exemplo, o Porto (do brasileiro Deco), o Lyon (de Juninho Pernambucano), o Arsenal, da Inglaterra, o Bayern de Munique, o Ajax, da Holanda...". Isto é um elogio que deve deixar orgulhoso qualquer Portista, especialmente porque I know for a fact que poucas coisas custam mais a um Brasileiro do que elogiar um Português... sobretudo se o assunto for futebol.
[01:24]
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» Às vezes tenho pena que Portugal seja um jardim à beira-mar plantado... Podia bem ser um jardim sem mar, lá no centro da Europa... Que assim, mesmo que fossemos pequeninos como somos e nada chegasse a nós, podíamos ser nós a ir onde as coisas se passam. Por exemplo, o que eu não dava para ir até Hamburgo num dia qualquer entre 8 e 19 de Dezembro, ver os
Kelly Family
tocarem "a mixture of new songs from their upcoming album, Christmas songs and of course some of their biggest hits (...) in an unplugged and a very private way (...) in a small tent which only fits a few hundred people"... Mas ainda não estou em posição de gastar centenas de Euros para ir a um concerto...
» Gostei do novo álbum da
Nelly Furtado,
Folklore. A língua Portuguesa tem o seu lugar (e não apenas no lindo dueto com o Caetano Veloso) e as influências do folclore Português são notórias. Na última música do álbum, "Childhood Dreams", a voz e a maneira de cantar fazem lembrar bastante a Joni Mitchell.
» Na semana passada fui ver a peça
Novas Directrizes em Tempos de Paz
cujo elenco é inteiramente constituído por Tony Ramos e Dan Stulbach, respectivamente o Téo e o Marcos da novela
Mulheres Apaixonadas,
que deve acabar hoje na SIC. O público aplaudiu de pé até que as mãos doessem; até que os actores, em lágrimas, nos pedissem que parássemos para um pequeno discurso de agradecimento.
A peça, passada a 18 de Abril de 1945, é sobre um ex-torturador (Segismundo), agora controlador de imigração do posto de fronteira marítima do Rio de Janeiro, que deve decidir sobre a permanência no país de um jovem polaco (Clausewitz) que perdera tudo e todos a quem amava às mãos dos Nazis. O primeiro parecia já não ter emoções e falava naturalmente de crueldade; ao segundo, que não as conseguia discernir, era impossível encontrar palavras para descrever o que havia visto, sobretudo em Português, "uma língua falada por passarinhos".
A peça foi leve e pesada, bonita e feia, cómica e trágica, tudo ao mesmo tempo. E tudo graças à força do texto e ao extraordinário desempenho dos actores, já que o cenário compunha-se de apenas uma secretária e uma cadeira e os efeitos resumiam-se ao som da buzina do navio que ocasionalmente relembrava Clausewitz de que o seu tempo para fazer o ex-torturador chorar com o relato das suas recordações era cada vez menor. Esgotado esse tempo, se não o conseguisse, seria expulso do Brasil naquele mesmo navio, que rumava às Maldivas.
Acima de tudo a peça é sobre emoções, e emociona. E é também uma homenagem ao teatro, mas isso é preciso ver para descobrir porquê!
Também gostei imenso de ver o Teatro Carlos Alberto, onde ainda não tinha entrado desde a remodelação. Está muito bonito, tanto por dentro quanto por fora.
Do que não gostei: de uma grande parte do público e do seu ar de superior. Uns exibindo uma pretensa superioridade intelectual, outros (a maioria) desfilando pelos corredores de animais mortos aos ombros, com o ar emproado de quem marca presença num "evento social". Não é só (mas também) pelo preço dos bilhetes que "o povo não vai ao teatro", nem é por não gostar de teatro (muitas pessoas "não gostam" porque não conhecem porque nunca foram). É que ninguém gosta de se sentir "like I don't belong".
Ainda sobre preconceito, ouvi pelos corredores alguém dizer que "realmente, dois actores destes a fazer novelas é um desperdício". Eu não sou grande fã de novelas (por acaso vejo a Mulheres Apaixonadas, mas já não via uma há anos), mas esta arrogância intelectual mete-me impressão. Até porque se a pessoa que fez este comentário e outras que pensam assim se dessem ao trabalho de ver antes de criticar saberiam que ambos os actores fazem grandes papéis nesta novela, sobretudo o Dan Stulbach, que interpreta um marido literalmente louco pela sua mulher, capaz dos gestos mais românticos e mais violentos. É o seu primeiro papel em televisão e Dan Stulbach interpreta-o com tal paixão que chega a arrepiar.
» Na segunda-feira fui ver
Deus É Brasileiro,
uma comédia inteligente e bonita sobretudo para quem conhece e/ou gosta do Brasil. A história está bem pensada, os actores estão muito bem nos papéis, a mensagem social está lá e as lindas paisagens são mais um argumento a favor. Gostei muito!
[17:55]
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» Soube bem empatar em Madrid. Porque nenhuma equipa Portuguesa o havia conseguido, porque eles têm uma equipa do carago (mesmo sem Raúl e Beckham), pelo dinheiro, é claro, e porque o passatempo preferido dos espanhóis é enxovalhar os Portugueses. É claro que tentaram fazê-lo na mesma, nos jornais do dia seguinte, mas como um insulto só dói se tiver pelo menos uma ponta de verdade, nada do que os espanhóis dizem poderá doer depois de ter visto o meu clube, sem fazer uma exibição fantástica, lutar de igual para igual com o Real e, pela primeira vez, ganhar um ponto lá.
Baía é sinónimo de classe dentro e fora do campo, nas exibições e nas declarações. Grande Baía! :o)
[09:23]
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» Ontem o Porto jogou mal e empatou (2-2, contra o Marítimo, na Madeira). É a prova de que realmente estas coisas podem acontecer aos melhores. Já a partir do próximo jogo voltaremos a jogar bem e a ganhar como estamos habituados.
» Apesar do fraco resultado no futebol, acabo de ver o hóquei, contra o Salerno. 9-0! Lindo! Grande Porto! :o)
» Fui ver a ante-estreia do
Finding Nemo
em versão portuguesa. O filme é um espectáculo! Em termos de imagem é fenomenal, e a história é tão linda! E a versão Portuguesa está mesmo muito boa! Sobretudo a Rita Blanco, que naquele papel está um autêntico peixe na água (hehe)! Mesmo fantástica! Tenciono ver depois a versão original (embora não no cinema) para comparar, mas, sinceramente, apesar da Ellen Degeneres ser uma grande actriz e uma grande comediante, a sua performance tem que ser mesmo extraordinária para superar a da Rita Blanco. E o filme é, como já disse, espectacular. Recomendo vivamente! :o)
Queria ver
O Declínio do Império Americano
(o filme, lol). Mas não vai passar aqui no Porto. O que não surpreende, tendo em conta que não é filme para cinema de shopping e no Porto já só existe um (sim, apenas um) cinema fora dos shoppings, o Nun'Alvares, e esse vai passar
As Invasões Bárbaras,
que por acaso também quero ver. É triste mas é verdade.
Mas é preciso fazer aqui uma pequena correcção quando falo em 'filme para cinema de shopping': o
Arrábida,
de vez em quando, surpreende, colocando em cartaz filmes alternativos e/ou não-americanos, como esta semana o
Deus É Brasileiro,
embora fiquem só uma ou duas semanas (já vi serem retirados a meio da semana), às vezes com sessão única lá prá meia-noite... Mas é melhor do que nada.
E já que estamos a falar de cinema,
salvemos o Águia d'Ouro.
[17:39]
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» Fui pelas duas últimas vezes às Antas. Primeiro fui ver a vitória (2-1) sobre o Partizan, na qual o Porto jogou o suficiente para ganhar por mais de 1 golo de diferença - mas valeu 3 pontos na mesma. E passámos aos oitavos-de-final! :o) Depois fui ver os 4-1 ao Gil Vicente; grande jogo fez o Porto nesse fim de tarde, compensando-nos pelo frio, chuva e saraiva a que estivemos submetidos!
Já estou cheia de saudades das Antas. Custou-me imenso olhar para aquele estádio lindo e pensar que foi última vez que assisti a um jogo ali. E virar costas, sair pelo portão 5 (eu entro pelo 9, mas saio pelo 5 porque evito uma boa parte do 'engarrafamento' à saída) pela última vez... Foi triste. É preciso olhar para o futuro, eu sei, mas gosto tanto daquele estádio... A parte da minha vida ali passada ficará para sempre guardada no meu coração.
» O sorteio do Euro está feito. Mas para mim o Euro perdeu quase toda a piada quando terminou o Eslovénia-Croácia (0-1). Sofrer um golo quando o 0-0 lhes garantia a eliminatória, e a jogar contra 10... Só de pensar ainda fico triste. E de imaginar como seria maravilhoso ter a Eslovénia no Euro aqui em Portugal... De me lembrar da esperança que me enchia o coração quando assiti, nas bancadas de Bezigrad, ao Eslovénia-Israel e depois ao Eslovénia-França, já com o segundo lugar do grupo assegurado... Nem dá para acreditar que eles não conseguiram a qualificação... O Euro para mim ia ter outro sabor. Mas basta de coisas tristes... Pelo menos a Rússia qualificou-se... Força Aleni!
» Como disse que iria, fui ver o
Scents Of Light. Está menos amador, mais profissional, mas tão mágico e maravilhoso quanto da outra vez. E maior elogio não poderia fazer. Quem não viu arrependa-se, mas mantenha-se atento que é possível que surjam outras oportunidades.
[03:53]
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