» O Porto arrancou uma vitória sofrida mas incontestável em Guimarães por 2-1. É claro que quando digo incontestável quero dizer à luz do bom senso, já que sem ele qualquer coisa pode ser contestável e contestada. E esta vitória tem-no sido, tal como a anterior vitória do Porto, e a anterior, e a anterior e todas as outras. Até já li na net um gajo a dizer que o Derlei estava em fora-de-jogo no lance do segundo golo do Porto (que foi na sequência de um canto)... Lol! Compreende-se que quando se tem a cabeça do tamanho de um dirigível é preciso enchê-la com alguma coisa, mas a imaginação tem limites...

» Amina Lawal, uma nigeriana que havia sido condenada à morte por lapidação por ter concebido um filho fora do casamento, afinal não será castigada. No entanto, não se trata de uma absolvição, nem muito menos do reconhecimento de que essa lei é absurda e discriminatória (porque é, mesmo analisada da forma menos etnocêntrica possível); a explicação utilizada para esta decisão é a existência de irregularidades no processo. Outros casos semelhantes continuam pendentes, e a Amnistia Internacional afirma que a luta deve continuar.

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» O Futebol Clube do Porto comemora hoje 110 anos!!! Parabéns Porto!!! Como os aniversários divisíveis por 10 são sempre mais especiais, resolvi fazer uma singela homenagem ao melhor clube Português, sob a forma de uma película com imagens de algumas das pessoas que mais contribuíram para este clube atingir a grandeza que o caracteriza (infelizmente não pude colocar todos; se o fizesse, a película teria quilómetros de comprimento!) e de alguns dos nossos imensos momentos de glória e felicidade. Já agora, e como a película é bem comprida e tenho que fazer render todo este espaço à direita (lolol), vou esclarecer os menos informados.

A primeira imagem é do nosso fundador, António Nicolau de Almeida, o homem que trouxe o sonho, os equipamentos, as bolas e as chuteiras de Inglaterra e, a 28 de Setembro de 1893, lançou a semente daquele que viria o melhor clube de Portugal. A imagem seguinte é de José Monteiro da Costa, o homem que tomou nas mãos o sonho que António Nicolau de Almeida fora forçado a abandonar e relançou as bases de um clube que, segundo escolheu, passaria a trajar de azul e branco, as cores nacionais, pois viria a ser grande, muito grande, "não se limitando a defender o bom nome da cidade mas também o de Portugal, contra clubes estrangeiros".

Na terceira imagem, outra personagem crucial na gloriosa história do FC Porto: a massa adepta. Na imagem, milhares de pessoas esperam em euforia os Campeões Nacionais de 1936/37, na Avenida dos Aliados.

A quarta imagem representa mais um sonho tornado realidade, à custa de muito esforço, força de vontade e solidariedade entre os sócios e adeptos do FC Porto: depois de passagens por recintos que sucessivamente iam ficando pequenos demais para a grandeza do clube (destacam-se o Campo da Rainha e o Campo da Constituição), a 28 de Maio de 1952 o FC Porto inaugurava o Estádio das Antas com uma festa de arromba, proporcional ao orgulho da família Portista face à grandiosidade da nova casa do Dragão.

O período entre 1959 e 1978 foi como uma travessia do deserto. Por razões que são alheias à honestidade, à decência e à justiça, o título nacional fugiu-nos nestes 19 anos. José Maria Pedroto (quinta imagem), ex-jogador e treinador, regressa ao clube em 1976. Carismático, sem papas na língua, Pedroto critica o centralismo e a hegemonia fabricada dos clubes de Lisboa e afirma que, agora que a ditadura militar havia caído, o FC Porto não mais seria oprimido. Em 1977/78, Pedroto e a sua equipa quebram o jejum.

O senhor da sexta imagem dispensa apresentações. Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do clube desde o dia 23 de Abril de 1982, amado pelos Portistas, odiado e invejado por quase todos os outros pela sua competência, pela sua inteligência, pelo seu refinadíssimo sentido de humor, pela defesa irredutível dos interesses do nosso clube que leva a cabo. Aquilo que fez e que representa para o nosso clube é inenarrável, e falar nos títulos conquistados na sua presidência é focar apenas uma parte de tudo isso. 21 anos depois, agradecidos, os Portistas pedem-lhe que se recandidate e nos continue a guiar pelos caminhos da glória nacional, Europeia e Mundial.

Em 1986, 2 anos depois de chegar à final da Taça das Taças e perder escandalosamente roubado com a Juventus, uma das melhores equipas do Mundo na altura (eu ainda era muito pequena, mas é o que se conta), o Estádio das Antas tornava-se pequeno demais. A solução foi sacrificar a pista de ciclismo e rebaixar o campo, aumentando em muito a capacidade do estádio. No entanto, a imagem que representa no meu 'filme' esse momento da nossa história não é dessa altura, pois o estádio só foi completamente revestido com cadeiras na década de 90. Peço desculpa pela gaffe, mas não consegui arranjar uma boa fotografia do estádio ainda sem elas...

As duas fotografias seguintes foram tiradas na mesma noite, no mesmo local: 27 de Maio de 1987, Estádio Ernst Happel, Viena, Áustria. Final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. O adversário era o colosso Bayern de Munique. A perder por 1-0 desde os 24 minutos mas a fazer um grande jogo, sofremos até aos 77 minutos, quando Madjer, de costas, empurra suavemente a bola para a baliza dos alemães, de calcanhar. Dois minutos depois, Juary marca aquele que viria a ser o golo da vitória. Lágrimas de alegria em Viena e no Porto, e João Pinto, o Capitão, a não largar a Taça um só segundo, permitindo aos companheiros apenas afagá-la.

A vitória naquela final deu-nos acesso a duas outras, oportunidades que o Porto também não desperdiçou. No manto de neve de Tóquio, a 13 de Dezembro de 1987, contra o Peñarol, tornou-se no único clube Português a sagrar-se Campeão do Mundo. Volvido um mês, depois de ter vencido o Ajax em Amsterdão por 1-0, o Porto repetiu o resultado nas Antas e tornou-se no único clube Português a conquistar a Super Taça Europeia. Passou também a ser o clube Português com mais títulos internacionais.

Dentre tantos e tantos anos de êxitos e glórias, também 1999 se destaca. Nesse ano, o Porto conquistou o quinto campeonato nacional consecutivo - o Penta, proeza nunca antes atingida em Portugal. Mas não só de futebol vive o FC Porto, e esse ano foi exemplo disso mesmo: na fotografia seguinte, os treinadores Alberto Babo, António Livramento e José Magalhães, exibem, orgulhosos, os troféus nacionais das três modalidades ditas amadoras mais importantes e mediáticas no nosso país: Basquetebol, Hóquei em Patins e Andebol, respectivamente.

Mais uma vez, os omnipresentes adeptos, pintando tudo de azul e branco.

Sevilha. O simples pronunciar do nome desta cidade arrancará um sorriso de qualquer Portista. Estádio Olímpico, 3-2, Celtic, Taça UEFA, delírio. Toda a gente se lembra. Foi lindo. Temos agora mais troféus internacionais do que todos os outros clubes Portugueses juntos.

Para terminar, um olhar sobre o futuro próximo: o novíssimo Estádio do Dragão. Falta cerca de 1 mês e meio para a inauguração desta nova etapa na vida do clube. Venham mais momentos de glória!

Acabei por alongar-me tanto que ultrapassei e bem o espaço à direita do 'filme'. Enfim, uma aulinha de história é sempre agradável, principalmente se for de uma história tão bonita! Depois comento o jogo do Porto em Guimarães (soma e segue!!!) e ainda tenho que arranjar tempo para escrever qualquer coisa sobre o InterRail. Até lá, PARABÉNS PORTO!!!!!

[20:49]



       


» Voltei! Na realidade, já cheguei há mais de uma semana, mas além de reservar um tempinho para um merecido descanso, tive um exame na sexta-feira passada. Agora finalmente tenho tempo para voltar aos sites!

A viagem correu superbem. É claro que teria sido infinitamente melhor se o Porto tivesse ganho no Mónaco, mas, uma vez que não ganhou, fiz um esforço para que isso não me estragasse o resto da viagem.

Depois vou ver se faço um resumo de tudo, mas agora vou falar do facto mais recente: a vitória do Porto sobre os infiéis, ontem, nas Antas, por 2-0.

A vitória foi injusta. O Ricardo Rocha não devia ter sido expulso. O Costinha é que devia, porque agrediu o Simulão, tal como o Ricardo Carvalho. Ah, e o Jorge Costa também. O Maniche pisou o Putit, o Deco deu uma cotovelada ao Zahovic, o Nuno Valente deu uma cabeçada no Miguel (estas duas últimas na grande área do Porto), o Paulo Ferreira feriu o Luisão com o canivete que trazia no bolso e o Vítor Baía fulminou o Moreira com o seu olhar laser. O mesmo Vítor Baía, minutos mais tarde, desviou os ferros da sua baliza por telecinésia, evitando o golo num cabeceamento de Sokota. O Ricardo Fernandes ajeitou a bola com a mão antes de marcar o canto, canto esse que só resultou em golo na própria baliza porque o Argel estava a sofrer falta do Jankauskas. Não contente com tanta roubalheira, o árbitro resolveu ainda dar uma mãozinha no futebol jogado: tabelou com Derlei (que até estava fora-de-jogo) e rematou forte. A sorte é que o Moreira é um grande guarda-redes. Como se tudo isso não bastasse, o Porto teve a lata de aceitar os golos que o Benfica ofereceu de bandeja, numa descarada falta de fair play que o CD da Liga, se não fosse controlado pelo Pinto da Costa, puniria com a erradicação de todos os jogadores do Porto que estavam em campo.

Pois é, num mouro não se podem encontrar muitas qualidades, mas uma delas é seguramente a criatividade. Mas saindo do filme e voltando à realidade, o Porto foi um justo vencedor, jogou bem mais que o Benfica, apenas não esteve ao nível dos banhos de bola das últimas épocas. A única reivindicação semi-justa da mourada (no estádio não estava num bom ângulo e ainda não vi na TV, mas se até o Mourinho disse é porque deve ser mesmo assim) é em relação ao segundo amarelo do Ricardo Rocha. Mas meus amigos, o Ricardo Rocha não foi expulso por acumulação, mas por vermelho directo pela birrinha que fez quando viu o árbitro dirigir-se a ele. Não percebo como é que alguém pode ter a lata de ainda dizer que foi injusto, mas enfim, a filmes destes estamos nós habituados sempre que eles perdem um jogo, desta vez com a agravante de ser contra o Porto. Os jornais já têm assunto para o resto da semana, e nós sempre nos rimos um bocadinho.

O Jogo é o jornal que mais erros de arbitragem conseguiu inventar para tirar mérito à vitória do Porto. Curiosamente, se formos ver as pontuações dos jogadores no mesmo jornal, a equipa do Porto (sendo que dois suplentes não levaram nota por terem estado pouco tempo em campo - logo, 12 jogadores foram pontuados) soma 78 pontos. A do Benfica (13 jogadores pontuados) soma 48. Se conseguir encontrar aqui um pingo de coerência, parabéns, tem uma imaginação muito prodigiosa.

Resumindo e concluindo, o mais importante era vencer, e conseguimos. Jogámos bem mais que eles, mas mesmo assim dexámo-los jogar mais do que era devido, principalmente tendo em conta que estávamos a jogar em casa e que a nossa equipa é francamente melhor. As palavras do Mourinho serviram de aviso. É preciso mudar a atitude e recuperar a personalidade da época passada.

As claques do Porto estiveram em grande! Os lençóis estavam fantásticos e o público colaborou prefeitamente no levantar dos plásticos coloridos, e o efeito foi extraordinário! As frases dos Super estavam bem pensadas, as do Colectivo tenho que esperar para ver quando as puserem online, pois não tenho ângulo para vê-las no estádio. Mas o lençol dos Super, representando as Cruzadas, estava mesmo qualquer coisa. E a ideia de atirar braçadeiras de Capitão ao Simulão quando ele ia marcar um canto foi absolutamente brilhante. Um pormenor de classe que distingue uma claque de excelência.

» Sobre a birra dos dirigentes do Sporting por alegadamente terem sido prejudicados contra o Moreirense e ainda em jogos anteriores (e acharem que foram prejudicados contra o Porto só merece um comentário: lol): o Silva pode até ter sido puxado, mas 'penalties' daqueles ficam por marcar às dezenas por jornada (em cada pontapé de canto deve haver uns três), e nunca vi a imprensa fazer este festival. Falta sobre o Polga? Poupem-me... Admitam mas é que ele é um central regular e também perde disputas de bola...

Mas virarem as baterias contra o Porto é sempre inteligente. Afinal assim têm a certeza que vão ter os 6 milhões do seu lado.

Ainda sobre o Sporting: fosse o Baía a sofrer o golo que o Ricardo sofreu (que nem vai à bola nem fica entre os postes)... No entanto, segundo a nossa adorável e isentíssima imprensa desportiva, o Ricardinho "nada podia ter feito".

[13:03]