|
|
|
| |
» Na altura não comentei, mas no domingo passado fui visitar o Estádio do Dragão. Corredores, bancadas, a enorme praça que vai rodear o estádio e que será aberta em dias sem jogos, camarote presidencial e até balneários - a visita foi cansativa (especialmente para quem vinha de dois dias como aqueles de que falo no post anterior...), mas valeu a pena. Aquilo está a ficar grandioso.
Confesso que detesto estádios quadrados/rectangulares. Estádio que é estádio é redondo ou oval, independentemente dos estádios ingleses que tanta gente venera. E o Estádio do Dragão é rectangular; com os ângulos arredondados, mas rectangular. Apesar de eu não gostar, admito que esse tipo de estrutura deve trazer vantagens, uma vez que quase todos os estádios do Euro 2004 são assim. De qualquer forma, nada me resta senão conformar-me com esse pequeno defeito (na minha opinião) e congratular-me por todas as inúmeras qualidades deste nosso novo estádio, incluindo o facto de não ter vigas nas quais se pode bater com a cabeça e das cores do estádio serem as cores do clube, e não uma homenagem ao Boy George.
» A pré-época acabou com um grande jogo (2-0 ao PSG), sobretudo tendo em conta a fase de preparação das duas equipas. Sei que os amigáveis de pré-epoca não representam nada, mas sabe sempre bem ver o nosso clube jogar bem e ganhar! Amanhã é a festa de apresentação.
[02:33]
|
|
|
| |
» Aviso desde já que este post vai ser grande. Três anos depois do concerto na Póvoa, os Kelly Family voltaram a Portugal, desta vez a Fafe, e eu estive lá. O concerto foi absolutamente fantástico, e eu não posso deixar de descrevê-lo. Aqui fica a versão resumida de um dia inesquecível - o do meu oitavo kelly-concert. :o)
Depois de ter ido para o concerto na Póvoa a meio da tarde, desta vez apeteceu-me voltar à primeira fila, pelo que fui para Fafe com o Paulo na véspera do concerto, ao fim da tarde. Já havia cerca de 40 pessoas à nossa frente. A noite passou-se bem, mas o mais complicado foi o próprio dia, porque quanto mais se aproxima a hora do concerto, mais devagar o tempo passa. Além de todo o cansaço, houve os alarmes falsos que nos levaram a formar e desformar fila dezenas de vezes, os omnipresentes penetras... Enfim, foi um dia longo mas agradável, pelo convívio, pelas canções, pelo cãozinho simpático que passeava pelo meio de nós, deitando-se onde lhe apetecia e dormindo descansado, indiferente ao reboliço que o rodeava, porque todos sabíamos que dali a algumas horas todo o esforço seria recompensado pela presença em palco da banda que mais adorávamos. Gente de Norte a Sul do país (literalmente) e ainda da Espanha, Polónia, Alemanha, Áustria, Noruega, etc. (vinda de propósito), aguardava pacientemente aquela noite tão especial. Já bem depois da hora marcada, as portas lá abriram e lá conseguimos o tal lugar na fila da frente, um pouco descaído para a direita. Era um bom lugar, via-se tudo perfeitamente e dava para tirar boas fotografias (na medida do possível, já que nos concertos em estádio o público fica a quilómetros do palco).
O staff do concerto, e falando especificamente dos seguranças, era de uma simpatia impressionante. Davam-nos garrafinhas de água de graça (quando estávamos na fila e já dentro do recinto), eram atenciosos, sorriam, enfim, tudo coisas quase impensáveis num segurança. Naturalmente, a minha sorte ditou que o segurança mais alto de todos (que era mesmo alto) ficasse à minha frente, sem me impedir de ver mas candidatando-se a ser a estrela de todas as fotografias. Mas - imagine-se - ele até se desviava para eu fotografar o palco!
A Patricia ficou na Alemanha por estar grávida de 8 meses e meio, mas apesar disso foi uma noite extraordinária. O Jimmy, o Joey, o Paddy (de lenço verde e vermelho ao pescoço e pela primeira vez ao vivo em Portugal de cabelo curto), a Maite e o Angelo (acompanhados por dois músicos convidados, Matthias Krauss e Christian Prussing) deram-nos tudo de si, transportando aquele estádio, naquelas duas horas, para um plano paralelo onde a magia é tangível, onde se é feliz mas consciente e onde se tem esperança, vontade e força para mudar o mundo. Ou seja, estiveram iguais a si próprios.
O concerto começou pelas 11 horas. Abriu com What's A Matter You People, com o Jimmy em grande forma e a Maite a fazer a parte da Patricia. Confesso que já não me lembro muito bem da ordem das canções, mas lembro-me que cantámos cada uma delas a plenos pulmões. Aos clássicos I Feel Love (intercalada com No Woman No Cry - um espectáculo como sempre), Every Baby, Fell In Love With An Alien (a Maite fez a parte da Kathy), One More Song (sem piano), Another World, Why Why Why, The Wolf, Nanana e Mama juntaram-se as novas So Many Things, New Morals, True Love, History (potentíssima!!!), I Wanna Be Loved, So Many Troubles, numa performance absolutamente inesquecível do Jimmy com direito a discurso e tudo ("There are so many troubles in the world, but I survive. No, I don't survive, I sing! So let's sing, ok? Because you know what? There's all we're left with!" - o início é de cabeça, o final está ipsis verbis porque fiz um filmezito desta parte), Mrs. Speechless e Wasting All My Time, além de um grande Drum Solo do sr. Angelo Kelly (não é que eu perceba de música, mas o Paulo é baterista e elogiou-o imenso - e não, não foi só para me agradar!).
A fechar, Big Mouth On TV uniu-se a One More Freakin' Dollar, que por sua vez incluiu We Will Rock You e aquele que foi, para mim, o momento da noite. O Paddy pediu qualquer coisa a alguém do publico; atiraram-lhe um cachecol de Portugal que ele não apanhou, pediu novamente e atiraram-lhe um cachecol do Porto, que ele apanhou e ergueu, desatando a correr de um lado para o outro no palco com o cachecol no ar. Gritou "FC Porto!!!" e começou a cantar "Ole, ole, ole, ole... We are the champions, we are the champions..."! Infelizmente não tenho nenhuma foto dele com o cachecol no ar, porque fiz um video dessa parte, mas tenho que arranjar! Foi lindo!!!!!
Depois o Paddy foi buscar também um cachecol e uma bandeira de Portugal, que colocou ao pescoço . Após essa música despediram-se, e o Paddy vestiu uma camisola com as armas de Portugal, passando a bandeira à Maite. Acabaram com Lord Can You Hear My Prayer, e para o encore já só voltaram o Paddy, o Angelo e os músicos convidados (estes últimos com um cachecol de Portugal cada um). Tocaram a incontornável I Can't Help Myself e depois a Brother Brother, que arrepiou da primeira à última nota. Na estrofe "Father Father Father / Oh I love you with all my heart / You've done an amazing part / All the angels will come when you're ready to depart", o 'will come' foi alterado para 'did come'. A última estrofe foi dedicada à Sara, uma kelly-fan Espanhola que faleceu há sete meses num acidente de viação e cujos pais estavam em Fafe no sábado. Os Kellys tomaram conhecimento disso através de um membro do staff, que lhes transmitiu o conteúdo de um cartaz levado por fãs Portuguesas que conheciam a Sara, e dedicaram-lhe esta canção (já antes a Maite tinha-lhe dedicado uma também). "Sara, Sara, Sara / I didn't forget you, don't get me wrong / I'll express my love in each single song / In the future to come we'll meet again", foi a homenagem que o Paddy improvisou.
Outro dos momentos altos do concerto foi protagonizado pela Maite, durante a History. Depois de afirmar que os homens Portugueses eram muito mais bonitos que os Alemães (aliás, todos eles passaram o concerto todo a dizer que nós somos o máximo, que adoram Portugal, o público Português e a comida Portuguesa), chamou um rapaz ao palco, com quem cantou e dançou. No final de uma dança frenética por todo o palco, ajoelhou-se aos seus pés, e ao levantar-se deu um tralho monumental para trás! Deixou-se ficar deitada no chão, riu-se de si própria, gritou "It's my hormones!" e lidou com a situação com toda a classe. Já de pé, foi ao microfone e gritou: "I'm gonna marry a Portuguese guy!"!
O Jimmy também esteve em grande com "I'm not going back to Germany, I'm gonna stay here! Fuck Germany!". E a noite reservava-nos ainda uma grande surpresa: lá para o fim do concerto, os Kellys atiraram para o público panfletos que anunciavam novo concerto... para dia 14 de Agosto! :o))) Infelizmente é no Algarve, ou seja, simplesmente no ponto do país mais longe de onde eu vivo... Mas o que são 600 quilómetrozitos para ir ver os Kelly Family?
[16:05]
|
|
|
| |
» Finalmente: F É R I A S !!!!
» Ontem foi a apresentação do Porto. Fui até ao Olival, mas não pude ficar lá a manhã inteira. Ainda assim, pude ver vários jogadores, técnicos e dirigentes. Dos reforços, só não vi o Ricardo Fernandes.
Escrita num muro perto do centro de estágio, uma frase ficou na cabeça de todos e veio reproduzida em vários jornais, inclusivé espanhóis: "Se venderem o Deco, vendem-nos os sonhos". Concordo com a frase não porque a equipa seja Decodependente - que não é. O Deco é muito importante para nós, mas o que está aqui em causa é mais do que simplesmente mantê-lo na equipa; é uma questão de atitude. Algum dia temos (todos os clubes Portugueses, mas falo especificamente do meu clube) que parar de ser os coitadinhos da Europa, que formam grandes jogadores mas acabam por vendê-los assim que um clube mais rico estala os dedos. Algum dia temos que colocar o plano desportivo acima do meramente económico, com a certeza de que uma boa prestação no primeiro terá reflexos no segundo. Este ano provámos perante toda a Europa que somos um grande clube. Está na hora de assumir essa postura.
A equipa parece-me mais forte do que a do ano passado. As saídas do onze mais utilizado parecem-me colmatadas: o Postiga está na eminência de ser muito bem substituído (contando com o regresso do Benni, mas se isso não acontecer o clube tem outras opções) e quanto à posição do Capucho, considero que este será o ano da afirmação definitiva do Marco Ferreira. Tenho pena da saída do Clayton. Além das qualidades humanas que me parecia ter (embora não o conheça pessoalmente), o Clayton por vezes fazia jogadas que não deixavam dúvidas: este gajo é fantástico. É pena que só as fizesse de dez em dez jogos. Sempre me pareceu que o Clayton precisava de um treinador que soubesse tirar dele tudo o que ele podia dar - que era muito. Mas sejamos realistas: se o Mourinho não o conseguiu, não sei se alguém conseguirá. Em relação às entradas, não conheço assim tão bem nenhum dos jogadores, à excepção do Pedro Mendes, de quem gosto muito. Mas confio plenamente no nosso treinador, pelo que acredito no valor de todos os nossos reforços.
[13:10]
|
|
|
| |
» Pedro Mendes no Porto. Aprovo. :o)
» Sei que ontem algumas das maiores estrelas do futebol jogaram ali do outro lado do Douro, mas, apesar de ser por uma boa causa, 2500 paus é carito e a altura, financeiramente falando, não é das melhores. Vi mesmo pela TV. Foi um jogo engraçado, com muitos golos, o Schumacher em grande, muitos sorrisos e simpatia, inclusivé da parte do alemão (mas continuo a não conseguir apagar da memória a imagem dele no pódio a festejar como se nada se tivesse passado num dia em que ninguém mais festejou - 1 de Maio de 1994) e muitos golos. Perfeitamente dispensável era o que se passou no intervalo. Felizmente a TV não transmitiu o intervalo inteiro... Pode parecer ter sido uma brincadeira inofensiva, mas não foi. 'Brincadeiras' destas vão contribuindo para que o futebol feminino nunca venha a conquistar o respeito de ninguém.
» O reclame dos bilhetes do Euro 2004 na rádio diz basicamente: "Sabe qual é a melhor táctica para os portugueses não perderem o Euro 2004? Marcar primeiro!". É? Devia ser. Mas não é. Quem, nos primeiros dias do período de reservas (que já acabou), se dirigiu ao
site
na esperança de 'marcar primeiro', deparou com um inovador e inteligentíssimo modelo de reserva. No ponto 5.1 dos
Termos e condições
pode ler-se: "se a procura exceder a oferta para um determinado Jogo ou categoria de Bilhete, será efectuada uma selecção aleatória através de um sorteio para este determinado Jogo ou categoria". Ou seja, a primeira pessoa a reservar não tem qualquer privilégio sobre aquela que reservou no último minuto. De que serve afinal 'marcar primeiro'?
» Hoje, se parar de chover, vai ser uma grande tarde em Wimbledon. Só espero que a final seja diametralmente oposta à de Roland Garros.
» O
Porto Open
deveria realizar-se na próxima semana, mas, já depois da prova inscrita na WTA Tour, a organização foi obrigada a reduzir o Prize Money para cerca de 1/6 do dos anos anteriores, sendo a prova retirada do calendário WTA (e adiada para o Outono). O motivo?
Segundo o Record,
"a falta de patrocinadores camarários". Depois da tentativa frustrada de boicotar o Euro 2004 na cidade e da redução dos apoios ao Fantasporto, agora a vítima do sr. Rui Rio foi o Porto Open.
[14:30]
|
|
|