» Não vi a final da Liga dos Campeões inteira mas, pelo que ouvi o Gabriel Alves dizer já perto do final, foi para lá de miserável. Preferia a Juventus na Supertaça Europeia, mas que venha o Milan. Uma equipa fraca não seria de certeza...

[23:42]


» Não concordo com essa história de andar a dizer que a vitória na Taça UEFA foi 'de Portugal'. Não foi. A vitória foi nossa, do Futebol Clube do Porto. E só nossa. Amavelmente, acedemos a partilhá-la com todos aqueles que estiveram connosco. Mas não com Portugal inteiro, pois muita gente por esse Portugal fora não esteve do nosso lado.

E acho engraçado esse pessoal que tenta minimizar o êxito do Porto porque a Taça UEFA é 'a segunda divisão da Europa'. Isso vindo de quem nem na Liga dos Campeões nem na Taça UEFA vê uma final, uma meia-final ou mesmo uns quartos-de-final há uma boa série de anos.

» O Kuerten despachou o Arazi por 6-1 6-0 6-1. Será que está a voltar à sua grande forma ou será que por qualquer motivo inexplicável ele só joga bem em Roland Garros? Se ele passar a próxima ronda e o Hewitt também, encontram-se nos oitavos-de-final.

A Tina Pisnik ganhou à Dokic, 10ª cabeça de série! Força miúda!!! As outras duas Eslovenas (Katarina Srebotnik e Maja Matevzic) já foram eliminadas, mas em pares, até agora, corre tudo bem.

Diz-se que a Serena e a Venus não poderão encontrar-se na final desta vez porque a Venus agora é numero 3 do Mundo; ainda no outro dia o comentador da Eurosport frisou isso. Mas da maneira como está estruturada a tabela parece-me que dá. A Serena está na primeira secção e a Venus na terceira; se ambas passarem até às meias-finais, a Serena joga com quem sair da segunda secção da tabela e a Venus com quem sair da quarta (que pode ser a Kim Clijsters), e podem encontrar-se na final. Espero que assim aconteça, a não ser, claro, que a Tina Pisnik passe até lá!

» Não é justo ter que estudar durante o Roland Garros... Claro que menos justo é durante um Mundial ou Europeu, e até quero ver se para o ano o calendário escolar vai sofrer alguma alteração (nem que nos diminuam as férias!) para que não tenhamos aulas nem exames durante o Euro ou se o Ministério da Educação, o da Ciência e do Ensino Superior, as Universidades, Faculdades ou quem quer que seja que tenha poder sobre o calendário lectivo vai ignorar categoricamente o mais importante evento desportivo jamais realizado no nosso país impedindo os estudantes de participar e usufruir desta oportunidade única. A ver vamos.

[15:56]



       


» Na quarta-feira passada, lá pelas onze horas, meia-noite, fui inundada por uma alegria simplesmente indescritível. Não adianta, nem vou tentar descrevê-la. Quem dela partilhou percebe-a. Quem não teve a nossa sorte pode apenas tentar imaginá-la, embora vá, com toda a certeza, ficar muito aquém da realidade.

Mas first things first. Era terça-feira à noite quando partimos (eu, o meu pai, a minha mãe e o meu irmão) para Sevilha numa camioneta do Colectivo. Fomos até Lisboa e atravessámos a fronteira em Badajoz, mas pelo caminho parámos em tudo quanto era estação de serviço, café, confeitaria, snack-bar, restaurante, hotel, lavandaria a seco. Fizemos 12 horas de viagem, mas o importante é que chegámos a Sevilha e chegámos bem.

A parte do passeio pela cidade foi inesquecível. Sevilha é uma cidade bonita, as pessoas são simpáticas, mas o que nunca vai sair da cabeça de quem esteve lá é o ambiente que se vivia. O centro estava pintado de verde e branco, com rasgos azuis aqui e ali; muita cerveja, muita água ou qualquer coisa que se bebesse porque estava um calor de 40 graus, muitos cânticos a ecoar pelas ruas estreitas, muitos cumprimentos, muitas provocações pacíficas, muitos sorrisos, muita festa. Absolutamente extraordinário.

Ao fim da tarde a festa foi transferida para o Estadio Olimpico. Sevilhanas a dançar, cheerleaders a rebolar-se, Las Ketchup a fazer playback, o animador das Antas a puxar por nós, um escocês (suponho) a puxar por eles e o tempo foi passando.

Começa o jogo. O Costinha lesiona-se. Vamos cantando. Somos menos que eles mas as nossas vozem soam mais alto. O Porto dá mais espaços do que o que é habitual, pressiona menos do que o que é habitual. Não estou a gostar da maneira como o Porto está a jogar. Quando olho para o ecrã gigante já passaram quase 40 minutos de jogo. Alguma confusão na baliza do outro lado. Golo do Derlei! Intervalo. Festa. A coisa estava a correr bem.

A segunda parte começa, como se sabe, com aquele não-tão-insólito-quanto-isso mas que eu nunca tinha visto ao vivo. O grande Baía defendeu, aplaudimos e rimo-nos. Deu para descontrair mais ou menos por... meio segundo, no máximo. O nervosismo volta logo, o jogo começa e o Celtic empata.

O Deco tira do bolso um daqueles passes de génio e o Alenitchev marca o segundo! Ainda a bola não tinha voltado ao meio campo já o Celtic tinha marcado novamente o golo do empate. Vamos abaixo. Tentamos cantar, mas não sai nada, ou, quando sai, é com metade da força. Os jogadores sempre a correr para o banco a pedir água. O Celtic a atacar, o Porto a errar passes, sem conseguir construir uma jogada com pés e cabeça. Já não me lembro se foi tudo assim tão mau mesmo ou se na minha cabeça tudo parecia pior. E acaba o tempo. Vamos para o prolongamento, que prometia passar em dois minutos e entregar-nos à imprevisibilidade dos penalties. Que na minha cabeça até nem tinham assim tanto de imprevisível... Estava convencida que, se a coisa fosse a penalties, nada havia a fazer. A Taça ia para a Escócia.

Mas, a certa altura, o árbitro resolve tirar do bolso aquele rectangulozito amarelo de que tantas vezes se esqueceu durante o resto da partida e o Baldé é expulso. Passo a acreditar mais um bocadinho. Os jogadores também. Acaba a primeira parte, o Porto volta a atacar para a baliza do nosso lado. E vai atacando, sempre sem consequências.

Até que, ao centésimo décimo quinto minuto de jogo, numa jogada que parecia que ia morrer nas mãos do guarda-redes, a bola sobra para Derlei, que consegue rematar. Pensei que o defesa que estava sobre a linha ia cortar. Pensei mesmo. Mas a bola ainda bate no guarda-redes, e por isso o jogador não consegue cortar. É golo! É golo! Abraços, gritos, lágrimas. O jogo recomeça e toda a gente a festejar, de cachecol no ar... Mas eu não consigo. Eu só iria respirar de alívio quando o árbitro desse por terminado o jogo, principalmente depois de tudo o que vi naquela noite. Sento-me. Vejo por entre os corpos das pessoas à minha frente (não era muito difícil, pois, pelo menos naquela parte do estádio, a inclinação era acentuada), de mãos na cara, a suar de calor e de nervosismo, a tremer. Toda a gente assobia. 'Olha a hora ó palhaço!' E a hora lá acabou por passar. Demorou, mas passou. E o árbitro apita. Acabou!!!!!

Agora sim. Agora festejo. Ganhámos!!!!!!! Ganhámos a Taça UEFA! É a loucura. Mais abraços, risos, lágrimas, cânticos, saltos, olhares de êxtase e gratidão em direcção ao céu. O Jorge Costa a levantar aquela Taça é qualquer coisa de extraordinário. E a festa continua. Nós, os jogadores, a equipa técnica e médica, o Mourinho aos saltos como uma criança... O bar do 'Topo Sur' fica sem bebidas, mas não importa. A alegria mata a sede. Das colunas do estádio sai uma valsa, e o povo valsa no pátio sobre a bancada.

Naquela altura, tive um único regret: não estar aqui no Porto. Aqui a festa também devia estar a ser louca, e depois o aeroporto, os jogadores nas Antas... Enquanto nós ainda tínhamos umas valentes horinhas num autocarro pouco confortável até chegarmos a casa na manhã seguinte. Mas ainda não sei fazer projecção astral, por isso tomei uma decisão e, naturalmente, não me arrependo dela. Ter estado em Sevilha com a minha família e testemunhado esta vitória é sem dúvida um dos momentos mais marcantes da minha vida.

E, num dia em que a nossa vitória na grande final de Viena faz 16 anos, só é triste pensar que, se não tivesse sido a arbitragem vergonhosa de Basileia três anos antes, hoje seríamos detentores das três taças Europeias, coisa de que apenas se podem gabar o Barcelona, a Juventus, o Bayern e o Ajax... E, incluindo a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental, formaríamos com o Ajax e a Juventus o grupo dos que já conquistaram tudo, se em Basileia tivesse havido justiça. Mas não foi assim, nem sequer a Taça foi dividida como Platini, envergonhado, disse que seria mais justo; mas agora não vale a pena chorar por isso. Vamos olhar para a frente e pensar que, mesmo não sendo uma de cada (Taça das Taças já não dá...), podemos, num futuro próximo, conquistar muitas mais glórias Europeias e Mundiais. VIVA O PORTO!!!

» E também no Andebol vivemos mais um momento de glória! :o)

» Na 33ª jornada (Futebol novamente!) deixámos mais dois pontos em Braga, com um golão de Postiga a iluminar um jogo fraquinho, sobretudo na primeira parte. Falta agora uma só jornada: de festa para nós, mas de muita luta para os clubes do fundo da tabela. Pessoalmente, gostava que o Varzim (principalmente) e a Académica ficassem, apesar de saber que isso dificilmente acontecerá. Também admiro a campanha do Moreirense, que toda a gente condenou à descida mal soube que tinha subido de divisão mas que se foi aguentando muito bem (e parece que com os salários em dia)... E também gosto do Carlos Alberto Silva... Enfim, vamos ver!

» Quem já passou por aqui terá notado que o layout do site mudou. Tenho pena da foto não ser do Jorge Costa a levantar a Taça, mas não consegui uma foto desse momento do tamanho que precisava. Mas esta também é linda! :o) Se usar Internet Explorer (5.5 ou superior, acho eu) e resolução 1024x768, poderá ver o layout exactamente como é meu desejo. Mas tentei fazê-lo de modo a que também ficasse agradável para os utilizadores de outros browsers e/ou outras resoluções. Fica a minha pequena homeagem aos nossos heróis de Sevilha.

[17:39]



       


» O Tiago (do Porto) levou dois jogos e o adversário um. E toda a gente viu que ele foi muito mal expulso depois de ter levado um pontapé na cara. Depois do Porto já ser campeão, continuam com merdinhas destas... Para quê?

» Falando na final da UEFA, pelo que diz o Record, os escoceses já conseguiram, sob o olhar permissivo da polícia, que afirma que aquilo 'não configura a situação de candonga' (!!!), comprar cerca de dois mil bilhetes aos 'Portistas'. Dois mil?!? Sinceramente, só tenho a dizer aos pseudo-Portistas que venderam o seu bilhete: ganhem vergonha na cara! Também me dava jeito um dinheirito extra, mas o Porto é mais importante. Se o Porto não é assim tão importante para vocês, não fossem para a fila e deixassem que Portistas a sério comprassem os bilhetes. Fico revoltada e envergonhada com a falta de carácter de pessoas que se dizem adeptas do meu clube, que são sócias e até têm cartão anual...

Ainda sobre os bilhetes, como eu suspeitava, aquele 'Prepare-se' que havia no site do Porto tinha que ver com Sevilha. Mas parece-me que os bilhetes que o site vai vender (através de um leilão) e oferecer (num passatempo) incluem passagem de avião e são do lote dos que haviam sido dados à Cosmos, ou seja, não estão a 'tirá-los' aos sócios. Se for assim, não vejo nada de mal.

» Estádio do Dragão? Gosto muito do nosso símbolo, mas o estádio não é do Dragão, é do FC Porto. Por isso mesmo deveria continuar a chamar-se 'Estádio do Futebol Clube do Porto' ou então homenagear alguém (e esse alguém só poderia ser José Monteiro da Costa ou Jorge Nuno Pinto da Costa). De qualquer das formas, toda a gente continuaria a chamar-lhe 'Estádio das Antas', e creio que é isso que vai acontecer também com o 'Estádio do Dragão'.

» Quem gosta de rir, mas rir muito, não deve perder a 'Sabrina, The Teenage Witch', na TV2. Não pela série em si, que é engraçadita mas nada de especial, mas... pelas legendas. Eu já vi muitas más traduções, mas aquela é um exagero. Não é possível, simplesmente não é possível que aquele gajo tenha tirado um curso para fazer aquelas traduções. Ficam algumas pérolas para aguçar o apetite (naturalmente, não me lembro de tudo ipsis verbis, mas não anda longe):

"This is so embarrassing" >>> "Isto é tão embarassante" (assim mesmo, com dois ss)

"The mortal way of trying to look older is not working" >>> "A maneira mortal de tentar parecer mais velha é não trabalhando"

"I don't look at you because I'm coy" >>> "Eu olho para ti porque estou curiosa"

"I have friends over" >>> "Tenho amigos influentes" (sim, ela tinha convidados em casa)

"You look fine" - "Two gorgeous couples will enter the competition, fine will come third" >>> "Estás bem" - "Dois casais lindos vão competir, estar bem é secundário"

Agora imaginem se Portugal fosse daqueles países onde se prefere a dobragem à legendagem... Não se percebia metade do programa!

[12:07]



       


» A segunda derrota no campeonato: 1-0 em Paços de Ferreira. Uma equipa alternativa, uma expulsão injusta, um mau jogo (em geral e do Porto em particular), o Paços a defender com faltas atrás de faltas (mesmo à frente da área, pois já sabem que resulta em pontapé de baliza...), um golo idiota sofrido no último minuto... Nada que mereça muitos mais comentários. No final de um jogo assim sabe bem recordar que já somos campeões e que, no fundo, isto já não interessa para nada.

» Não cheguei a falar do concerto do Gabriel. Isso porque não fui. Primeiro pensei em ir; depois lembrei-me que o Porto em princípio seria campeão nesse dia, logo não iria; depois o Porto empatou com a Académica e eu voltei a pensar em ir; depois o Sporting foi simpático e eu não fui. Preferi ficar na festa. Até calhou bem, porque não gosto nada da Queima, só ia mesmo pelo Gabriel. Tenho pena de não o ter visto mais uma vez, mas terei outras oportunidades.

[22:01]



       


» De volta ao blog, já com o bilhetinho para Sevilha na mão (mais abaixo falarei disso), posso finalmente escrever aquilo que cantei quando o árbitro terminou o 5 Porto x Santa Clara 0, com a intensidade de um grito preso na garganta há três anos:

Três anos podem não parecer muito, mas no coração de um adepto são uma eternidade. Uma eternidade com a qual espero que o clube tenha aprendido muitas coisas, mas que felizmente já acabou. E nós comemorámos, primeiro no estádio e depois na Avenida dos Aliados, naquele ambiente mágico a que estamos habituados. Foi lindo!

O Rui Rio não vai abrir as portas da Câmara Municipal ao Porto para que os jogadores possam saudar os adeptos da varanda como é tradição. A maioria dos vereadores votou a favor, mas como essa resolução não tem poder deliberativo, apenas político, Rui Rio optou por ignorá-la, o que só prova que a sua posição é fruto de um capricho. De qualquer das formas, não vai fazer a menor diferença. Se o Rui Rio quer virar costas aos feitos da maior bandeira da cidade (e fazê-lo em nome da autarquia, o que é especialmente grave), o problema é dele. E a festa é nossa! Assim será no próximo dia 1 de Junho, como já foi no último domingo. VIVA O PORTO!!!!

Mais um título para a grandiosa sala de troféus do nosso grande clube. Mas felizmente, como disse o Mourinho, ainda não podemos respirar de alívio e dizer que acabou. Temos duas finais pela frente, e é para lá que se viram neste momento os olhos dos campeões.

» A primeira e mais importante é a final de Sevilha, já no dia 21. Final da Taça UEFA! Só 15 mil bilhetes para o Porto, menos 2500 para as claques (justíssimo), não sei quantos para as agências e provavelmente alguns outros destinos (injusto)... Sobram cerca de oito a dez mil. Ora, se o Benfica tem seis milhões de adeptos e o Sporting três, contando com os adeptos de todos os outros clubes e com as pessoas que não têm preferência, esses oito mil bilhetes devem chegar e sobrar para todos os Portistas.

Estranhamente, não foi isso que aconteceu (ok, vou parar de ser irónica agora) e a procura superou em muito a oferta. A solução do clube foi abrir as bilheteiras apenas a quem tivesse lugar anual. Já aí muita gente considerou injusta essa redução, mas ainda assim havia mais procura que oferta. Foi por isso que na segunda-feira, dia 5, já havia gente junto às bilheteiras, munida de cobertores, sacos-cama e afins. Na terça apareceu mais gente, e ao fim da tarde os meios de comunicação começaram a noticiar a situação. Eu e a minha mãe, que estávamos a contar ir para lá às 5 e pouco da manhã de quarta-feira, pusemos na mochila o que achámos necessário e fomos para as Antas naquele minuto. E felizmente correu tudo bem.

Mete-me alguma impressão ver pessoas a dizer que aquilo foi uma vergonha, que a SAD não tem respeito pelos sócios e coisas do género. Porque não foi assim. Aliás, na minha opinião aquilo até correu muitíssimo bem. Ao chegar lá, demos os nossos nomes às pessoas que estavam a organizar a lista. Fomos os números 534 e 535. Algumas horas depois começaram a chamar as pessoas pelos números (e as pessoas tinham que dizer o nome, para eles verificarem se coincidia com o nome na lista) e quem ia passando ia sendo organizado numa fila em zigue-zague onde tínhamos espaço para nos sentarmos e até deitarmos. Essa fila foi depois isolada com grades, de modo a que as pessoas que chegassem posteriormente não tivessem acesso a essa zona, formando elas próprias uma outra fila para se inscreverem e progressivamente irem passando para a fila onde nós já estávamos. Admito que possa ter havido problemas nessa tal fila posterior, mas entre as mil e tal pessoas que passaram a noite na fila em zigue-zague não vi nada de mal acontecer nem ninguém reclamar. Houve, aliás, bastante civismo.

Como disse, é verdade que não sei o que se passou na fila que se formou para lá das grades, mas acho que mesmo que tenha havido problemas nessa zona, daí até dizer que foi tudo uma vergonha e uma desorganização vai uma enorme diferença. A realidade é que já passei a noite à porta de locais de concertos para garantir um lugar na primeira fila e, mesmo com, no máximo, duas centenas de pessoas a passar lá a noite, a confusão foi enorme. Nas Antas passaram a noite milhares de pessoas e a confusão, se houve, foi bem menor.

Para isso também contribuíram os Super Dragões que, mesmo com a sua quota parte de bilhetes garantida, estiveram lá a ajudar na organização a noite inteira.

Compreendo a frustração das pessoas que não conseguiram bilhete e que tenham que canalizá-la na direcção de alguém ou alguma coisa, mas ouvi muitas críticas sem qualquer fundamento. De tudo o que ouvi, a única queixa justa foi a da existência de 'penetras' e da conivência da polícia para com eles. Se houve 'penetras' (e repito: na parte onde eu estava, não tenho conhecimento de nenhum, porque foi vedado o acesso a essa zona e até porque as próprias pessoas se uniam para evitá-lo), as pessoas têm razão para se queixar. Mas da polícia, e não da SAD que nada mais podia fazer senão esperar que a polícia e os stewards controlassem a situação. De resto, ouvi as queixas mais absurdas. Muita gente reclamou do facto dos bilhetes terem sido postos à venda na quarta-feira (só foram porque já havia gente suficiente na fila para esgotá-los, ou seja, se fossem vendidos na quinta toda a gente tinha que aguentar mais um dia e quem não teve bilhete não teria na mesma), muitos outros consideraram injusto o facto de que 'só os desocupados tenham podido comprar bilhete'... Esta última acusação é muito triste e injusta. É que eu, por exemplo, como estudante universitária, não tenho aulas esta semana, e muitos dos que estavam lá estavam na minha situação; mas a grande maioria estava a sacrificar um dia de folga/férias para estar ali. Tenho consciência de que nem toda a gente poderia fazer aquilo (o meu pai, por exemplo, não teria hipótese de ir para lá), mas acusar todos os que foram para lá de desocupados é desonesto.

De qualquer das formas, que outra hipótese teria o clube senão vender os bilhetes a quem chegasse mais cedo (deixando a parte do 'quão mais cedo' para os próprios sócios)? Como poderia o clube determinar quem é mais Portista que quem, quem merece mais o bilhete que quem? Pois se já a exclusividade dos sócios com lugar anual levantou polémica! Ouvi falar em sorteio, mas o resultado de um sorteio havia de ser uma bela confusão. Em vez dos bilhetes irem parar a famílias inteiras, pais e filhos, grupos de amigos, etc., as pessoas que fossem sorteadas teriam grande probabilidade de não conhecer mais nenhum dos felizes contemplados. Então, iriam querer arranjar pelo menos mais um bilhete para levar um familiar ou amigo, ou então venderiam o bilhete deles pois não quereriam ir sozinhos... Nessa situação é que a candonga havia de ser bonita.

Não há por onde fugir: se houve problemas, foram falhas da polícia e dos seguranças. A SAD fez o que pode e a maioria dos adeptos portou-se com grande civismo.

Só espero é que aquele misterioso 'Prepare-se... subscreva os conteúdos premium' no site do Porto não tenha nada a ver com bilhetes para Sevilha... É que se tiver é tremendamente injusto e os sócios que ficaram sem bilhete têm todo o direito de armar um barraco.

[04:01]