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» 0-0 em Roma contra a Lazio... e o Porto na final da Taça UEFA!!!!! Vamos por partes:

O jogo

Apesar de ter uma grande confiança na nossa equipa, cheguei a recear. A Lazio tem um ataque mortífero e como aqui nas Antas conseguiram fazer um golo no único remate que fizeram na partida, o que poderia acontecer se lhes permitíssemos três remates? Quando o árbitro marcou, no primeiro minuto de jogo, um livre indirecto dentro da área por o Baía ter supostamente ultrapassado os 6 segundos para repor a bola em jogo, passei de receosa a assustada. Não só pelo livre em si (que felizmente lhes correu mal) mas porque se percebeu logo ali de que lado estava o árbitro - que até nem devia estar de nenhum dos lados. Essa tendência registou-se ao longo do jogo inteiro, com o Postiga a levar um amarelo por ser agredido e outro por um lance meio confuso com o jogador que o tinha agredido (e que por isso mesmo já nem devia estar em campo), o Couto a usar de violência para disputar a bola com o Derlei e a passar impune, o Mihajlovic a distribuir fruta o jogo inteiro sem ver sequer um amarelo e um penalty precedido de falta clara sobre o Vítor Baía, entre outros erros de menor dimensão.

Ainda assim, o Porto fez um grande jogo. Controlou sempre os acontecimentos, foi calmo, frio e indiferente ao ambiente infernal que o rodeava. A ausência de Costinha não se sentiu num único momento (grande Maniche!), a defesa esteve impecável (o Ricardo Carvalho fez um jogo absolutamente fantástico) e o Porto teve mesmo as ocasiões de golo mais flagrantes. A partir da brilhante defesa do Baía no penalty, a Lazio deixou-se ir abaixo e o jogo ficou arrumado. Apesar disso, como no futebol nunca se sabe, só respirei de alívio quando o árbitro apitou para o final.

Fica a enorme injustiça do Postiga não poder jogar a final, mas, como disse o Mourinho, ele ainda é jovem e com certeza terá muitas outras finais pela frente. Confiamos no Jankauskas e/ou no Ninja para fazer com que só nos lembremos do Postiga na hora de festejar.

O herói

Vítor Baía!!!!!!! O penalty defendido foi o momento chave do jogo. Se o Claudio Lopez tivesse marcado, a Lazio ficaria moralizada e ainda teria mais de meia-hora, um público fantástico e um árbitro cooperante para tentar fazer mais dois golos. Mas Baía, num voo espectacular, defendeu o penalty, desmoralizou a Lazio e encheu os Portistas de alegria, esperança e confiança. Ele merecia um momento como aquele. Com 33 anos, depois de uma carreira heróica de luta contra uma maldita lesão, Vítor Baía pode olhar para trás e orgulhar-se de ter sido o melhor guarda-redes Português. Mas pode também olhar para o presente e ver que ainda é o melhor guarda-redes Português e olhar para o futuro com a certeza de que, até que pendure gloriosamente as chuteiras, será o melhor guarda-redes Português. Apesar de tudo. Críticas, faltas de respeito, um seleccionador nacional que o escolheu como mártir na sua cruzada pessoal de mostrar a todos que é ele quem manda para ultrapassar um qualquer complexo de inferioridade, tudo isso cai aos pés do talento, da classe, da coragem, da raça do grande Vítor Baía.

A festa

Foi linda. Com a contenção de quem ainda não ganhou nada, mas com a alegria de quem vê o seu clube, mais uma vez, a fazer história. Fui ao aeroporto receber os nossos heróis e, com outros milhares de pessoas, passei a madrugada em pé, à chuva, 'esmagada' no meio da multidão. A cantar e a saltar durante mais de 5 horas. Foi a recepção que esta fantástica equipa merece. E esta é a equipa que esta fantástica massa adepta merece.

A final

Não está ganha. O Porto parece-me muito superior ao Celtic, mas isso não garante nada. É preciso concentração, calma, muita determinação e muita garganta dos adeptos, até porque os do Celtic não se calam um minuto (cá nas Antas, cantaram do início ao fim, mesmo a levar 3-0). Quero ir a Sevilha, é óbvio, mas com tanta gente a dizer que vai, vamos ver se dá. Só digo que vou quando tiver o bilhete na mão. O Porto só revela pormenores sobre a venda dos bilhetes na próxima quarta-feira, depois disso é correr para ver quem apanha o comboio. E... FORÇA PORTO!!!!!!!!!!!!!

» Não percebi a convocatória do Scolari. É estranhíssimo não ter convocado o Paulo Ferreira nem o Nuno Valente, e só se pode concluir que tem a ver com aquelas declarações super-confusas sobre a dificuldade em fazer a equipa e o ter em conta a participação dos clubes em outras competições. Mas, nesse caso, porquê a chamada do Deco e do Maniche? Sinceramente, fiquei sem perceber. Mas a verdade é que, sem condicionamentos, o Porto tem pelo menos sete jogadores com lugar indiscutível na Selecção (excluíndo o Baía, contra quem Scolari já demonstrou ter um inexplicável capricho): Costinha, Deco, Hélder Postiga, Maniche, Nuno Valente, Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho, que há muito merece a estreia.

[13:49]




       


» Vou tentar pensar em outras coisas para ver se o dia passa mais depressa até às 8 da noite...

O Gabriel vai actuar na Queima das Fitas do Porto, notícia que provoca em mim reacções contraditórias. Fico feliz porque vou ver um concerto do Gabriel, um cantor que eu adoro, que em palco é verdadeiramente fantástico e que eu já não via ao vivo há quase três anos. Mas por outro lado fico triste, porque em vez de ter à minha volta outros fãs e curiosos, ou seja, um conjunto de pessoas que estão ali pela música e pelo concerto, vou estar rodeada por um bando de pessoal a beber e a vomitar e muito pouco interessado no que se passa no palco. O Gabriel é bom demais para actuar numa Queima.

[12:33]




       


» Uma coisa interessante no filme Detonação e muito pouco habitual, é que os americanos, ok, salvam o mundo, mas foram eles que fizeram o estrago in the first place. Criaram uma arma com a capacidade de provocar abalos sísmicos em qualquer local, a qualquer momento, e isso acabou por ter consequências com as quais eles não contavam. Criaram-na porque, nas palavras do cientista responsável pelo projecto, 'alguém iria acabar por criá-la, por isso resolvemos criá-la nós'. Os reality shows chegaram ao cinema!

[12:04]




       


» 2 Porto x Moreirense 0 - Um jogo razoável, com partes bastante insossas, mas o futebol do Porto foi sempre mais que suficiente para controlar os acontecimentos. Naturalmente, a cabeça da maior parte das pessoas (jogadores e adeptos) estava mais a leste... em Roma.

O árbitro esteve mal. Para os dois lados. Mas a comunicação social pintou as coisas de uma forma que quem não viu o jogo fica a pensar que o Porto foi incrivilmente beneficiado. É impressionante a leveza de espírito com que os jornalistas fogem ao seu compromisso com a isenção e até mesmo com a verdade. Porque é que ninguém se lembra de dizer/mostrar que quando o Baía fez aquela falta sobre o Demétrios o jogo não podia estar a correr porque o jogador que tinha sido expulso ainda não tinha saído do campo? Porque é que dois lances duvidosos, na área, sobre o Jankauskas, não apareceram em nenhum dos resumos nem foram comentados nos jornais? Podem até não ser penalties, mas são, no mínimo, lances duvidosos. Mas toda a gente fez questão de os esconder. Nada a que os Portistas não estejam ainda habituados.

Quanto ao penalty sobre o Postiga... Sejam razoáveis... Ainda que todos os meios de comunicação se tenhaum unido para espalhar o contrário, aquilo é mais que penalty.

Com tanta manipulação da informação, acabaram por preocupar os seis milhões, coitaditos. Se bem que eles agora já não estão preocupados com nada, porque sabem que daqui a três anos vão ser os melhores do Mundo. É um resultado natural para a evolução que o Benfica tem conhecido, que ainda por cima vai receber um grande empurrão quando o Mantorras for vendido por 18 milhões de contos no final desta época. Lolol!

» O último episódio da Ally ainda não foi na última quinta-feira. Como era quinta-feira Santa, a programação foi diferente da habitual. Fica para a semana.

» Enquanto isso, no Charmed, faltam meia dúzia de episódios para a Prue morrer, ou seja, para deixar de valer a pena ver a série.

» Ontem fui ao cinema porque o Paulo tinha um bilhete grátis prestes a sair do prazo. Um pequeno atraso apenas foi suficiente para vermos o nosso leque de opções (ou seja, o conjunto de filmes não esgotados) reduzido a três hipóteses: Daredevil, Detonação ou Eles. Nenhum dos três me dizia nada. Detesto acção, detesto ficção científica e detesto terror . Ao Paulo era indiferente. Acabámos por optar pelo Detonação, já que ficção científica pode incluir uma grande variedade de filmes. São poucos, mas existem filmes de ficção científica cuja trama não se baseia em naves espaciais aos tiros umas às outras. Resignada à grande probabilidade de detestar o filme (coisa que, felizmente, não tem acontecido ultimamente), tentei pensar positivo: gostei do Planeta dos Macacos (que também é catalogado como ficção científca), a Hilary Swank é fixe...

Tive uma surpresa. O enredo é interessante, a história é bem contada, os actores estão bem e ainda há 'pequenos apontamentos de humor' aqui e ali. Vale a pena.

[12:20]




       


» O Porto já está no Jamor! 2-0 à Naval, sem fazer um grande jogo nem nada que se parecesse com isso, mas estamos na final da Taça de Portugal!

Antes do jogo vi, nem sei em que canal, uma pequena reportagem sobre o percurso do Porto na Taça até aqui. Dizia que o Porto teve muita sorte no sorteio e que o percurso foi fácil. Sorte?!? Nós apanhámos uma equipa da III Divisão (Trofense) em casa e depois três equipas da I Liga: Gil Vicente (5º classificado) em casa, Guimarães (4º classificado e uma das equipas mais fortes da I Liga) fora e Varzim em casa. Só nas meias-finais voltamos a ter sorte no sorteio, tendo-nos calhado uma equipa da II Liga.

Enquanto isso, o Sporting (não vou comparar o Benfica, pois só jogou uma eliminatória - foi eliminado por uma equipa da II Divisão B) jogou contra uma equipa da III (Estarreja), depois uma da II B (Oliveira do Hospital) e depois duas da II Liga (Estrela da Amadora e Naval, pela qual foi eliminado). Todos em casa, excepto os oitavos-de-final (contra o Estrela). E os meios de comunicação têm a lata de vir dizer que o nosso percurso até à final foi fácil. Enfim...

» Hoje dá o último episódio da Ally McBeal, na TVI. Último tipo último mesmo. Não é o último da season, é o último de sempre. A Ally vai-se embora de Chicago, toda a gente se vai despedir dela, vai haver montes de flashbacks e de lágrimas e a série vai acabar de vez. :o(

[12:36]




       


» O Derlei é, até ver, o melhor marcador da Taça UEFA, e fez um jogão contra a Lazio (para muitos foi o melhor em campo).

Quando perguntaram ao Gilberto Madaíl se o Derlei ou o Marco Aurélio naturalizados seriam hipótese para a Selecção, ao contrário do que foi espalhado, ele não disse que "nem pensar". Disse que "estamos a ser confrontados com um problema novo, uma situação que a FIFA está a estudar", mas que "Portugal jamais poderá ser a 'Selecção B' do Brasil", que "Deco foi uma excepção" e que "nunca permitiremos que haja mais excepções do que a regra". E disse depois: "Ter um ou outro vá lá, agora como fazem os clubes, nem pensar". Ou seja: não excluiu a hipótese Derlei.

Logo, e principalmente depois do jogo de quinta-feira, acho que devemos começar a pensar seriamente na hipótese de abrir nova excepção. É que o Derlei é um grande jogador, forte, lutador e com muita raça; e, não sendo um fora-de-série como o Deco, talvez faça muito mais falta à Selecção do que ele... Ou alguém conhece algum extremo esquerdo Português que lhe chegue aos calcanhares (não, não me venham com o Simão que o gajo na Selecção é uma verdadeira nódoa)?

» Falando em Selecção, num panfleto de propaganda ao Euro 2004 está uma lista de 'principais hipóteses para a Selecção', incluindo todos os jogadores já convocados por Scolari e ainda outros, considerados os principais candidatos a serem também convocados, e o Baía não faz parte dessa lista. Isso só vem mostrar que a não convocação do Baía não passa de birra (seja lá de quem for). Porque um jogador do nível dele, mesmo que em determinada altura esteja menos bem, é SEMPRE hipótese. Se nem nas hipóteses ele é incluído, isso só vem mostrar que já decidiram não o convocar, independentemente de tudo.

Ele continua a acreditar. Faz muito bem, porque ele sabe que é o melhor, e nunca se sabe se a birrinha acaba por passar um dia destes. Mas se não passar e não fores mais convocado, deixa lá Baía. Tu és o melhor na mesma. E o Porto é maior que a Selecção.

[17:45]


» Na última quinta-feira o Porto marcou quatro golos à Lazio depois de ter sofrido um, logo aos 6 minutos de jogo. Foi uma das coisas mais fantásticas a que já assisti no Estádio das Antas.

É que além de termos goleado a Lazio, fizémos um jogo espectacular. O único problema esteve na finalização, porque criámos jogo e oportunidades (algumas delas flagrantes) para marcar mais de meia-dúzia. Mas mesmo assim o nosso jogo foi lindo. O futebol do Porto do Mourinho é (e foi em especial na quinta-feira passada) deslumbrante. Podia continuar a descrição com mais cem adjectivos, mas não vale a pena: foram todos proferidos vezes sem conta na imprensa nacional e internacional para qualificar o que 40 mil espectadores viram nas Antas (e que em Portugal quase mais ninguém viu, porque a campanha Europeia do FC Porto passa totalmente ao lado das emissoras de TV nacionais).

Mas infelizmente ainda falta o jogo em Roma. E se lá as coisas nos correrem muito mal, este jogo e este show de bola perdem todo o sentido. Pior: passam a estar associados a uma má recordação, pelo que serão, também eles, enterrados bem lá no fundo da memória. E aquela noite não merece isso. Também por isso (como se já não houvesse razões suficientes!) o Porto tem que assegurar, no próximo dia 24, a presença na final da Taça UEFA. FORÇA PORTO!!!!!

[12:33]




       


» O Porto ganhou ao Setúbal por 3-0, em casa, no domingo. Não fizemos um grande jogo, aliás jogámos mais de metade do tempo com 11 contra 10 e isso nem se notava. Também é verdade que o Setúbal fez anti-jogo, mas felizmente o Porto lá conseguiu furar o muro e agora já só faltam três! :o)

» Fui ver Cidade de Deus. Sinceramente fui ver mais porque o meu pai queria ir, não estava com muito estômago para filmes violentos. Mas a verdade é que adorei. É realmente um filme violento, mas a presença constante do narrador que vai contando a história de forma leve, descontraída, com sentido de humor, torna o filme muito menos pesado. Além disso a violência não é explorada como nos filmes americanos: um tiro é um tiro e pronto, não é sangue a escorrer para todos os lados e um grande plano do buraco que a bala fez na testa do gajo. Este filme não precisa apelar a esse tipo de coisas. É um grande filme por si só: pela história, pela maneira como essa história é contada, pelo olhar crítico-compreensivo que lança sobre vários aspectos da sociedade brasileira da altura (muitos deles, provavelmente, mantêm-se no presente), pela narração, pelo excelente trabalho dos jovens actores. Mesmo muito bom.

» Recomeçou o Charmed na TVI, de madrugada como era habitual. Infelizmente já é a terceira season e a Prue vai morrer no final, pelo que o programa vai perder mais de metade da piada.

[21:31]




       


» Toda a gente sabe que os americanos são um povo ultra-ignorante. Não sabem de nada do que se passa no Mundo, acham que os Estados Unidos são um país muito bonzinho que está sempre a pensar no bem da humanidade e que esta guerra é pela libertação do pobre povo iraquiano. No 11 de Setembro, perguntavam-se, incrédulos, "Porque nos odeiam tanto?!?".

Mas dá-se-lhes um desconto, porque se sabe também que eles não são assim porque querem. A 'máquina de propaganda' mantém-nos muito bem controlados, de modo a que possam pensar e fazer aquilo que quiserem, mas sempre dentro de uma fronteira que nem sabem que existe. E assim acreditam viver no país da liberdade. A personalidade de cada um dos americanos é cuidadosamente enviada para suas casas através da CNN, em pacotinhos de cartão coloridos a dizer 'Happy Meal', e eles nem se apercebem. Vivem fechados no cubículo que é a sua mente, sem maneira de abrir um buraquinho na parede para espreitar cá para fora, mas felizes. Numa 'alegre inconsciência', tal qual a 'pobre ceifeira' de Fernando Pessoa.

Com o discurso do patriotismo, da união, com 'God bless America' no final de cada frase e o apelo à mentalidade do 'nós, os salvadores, contra eles, the evil-doers', a tal 'máquina de propaganda' (que o 11 de Setembro só veio ajudar) reuniu sem dificuldade quase todos os americanos no apoio a uma guerra que acreditam ser contra a tirania e o terrorismo. Segundo li, até chamam 'traidores da pátria' àqueles que não a apoiam.

Mas quem pode censurá-los? Quem pode garantir que, se fosse, desde o nascimento, alvo de tanta e tão subtil manipulação, resistiria? Sinceramente, não duvidando da minha própria inteligência, não posso garanti-lo. Não se pode subestimar o poder da propaganda.

Porém, existem heróis. E dediquei-me, esta manhã, a procurá-los na Internet. Existem, na realidade, americanos conscientes da manipulação de que são alvo. Americanos que sabem perfeitamente que a informação que chega a eles é fortemente censurada. Que a guerra contra o Iraque nada tem a ver com tirania, terrorismo ou procura da justiça. Que os Estados Unidos não são o país simpático que ajuda financeiramente os países pobrezinhos e liberta os povos oprimidos.

A Information Clearing House afirma ser "uma fonte alternativa, independente e não-comercial de notícias, informação e 'insight'". Nesse site, podem encontrar-se não só notícias mas também artigos de opinião (muito bem) escritos por americanos que fariam outros americanos chorar de raiva 'destes traidores'. No canto superior esquerdo, o contador do Iraq Body Count, um projecto que se propõe a fazer uma estimativa realista, baseada numa série de 'fontes aprovadas' de várias partes do Mundo (inclusivé dos EUA, mas a CNN não está incluída), do número de civis iraquianos mortos nesta guerra.

O site Democracy now! orgulha-se de "fazer ouvir as ideias e a voz de algumas das mais brilhantes mentes desta geração (e das anteriores), incluindo activistas, 'muckrakers' (jornalistas que se dedicam a denunciar escandâlos), visionários, artistas, pessoas que correm riscos, académicos ou 'apenas pessoas' que assumem um compromisso com a verdade, a democracia, a justiça, a diversidade, a igualdade e a paz".

Antiwar.com, unitedforpeace.org, nonviolence.org, war-times.org: todos estes sites (e provavelmente muitos outros que não encontrei) são mantidos por americanos que assumem abertamente a sua oposição à guerra e àquela figura tragicómica a quem chamam presidente.

[16:29]




       


» Contra a Macedónia Portugal fez uma boa primeira parte (Maniche esteve em todo o lado) mas uma segunda parte muito fraca. Sempre ganhámos (1-0), mas os emigrantes que encheram o estádio mereciam mais.

[10:58]




       


»O Porto ganhou o amigável em Vigo (2-0) com uma equipa (muito) alternativa e com todo o mérito. :o) Grande Porto!

» Os tempos mudam. No último sábado, nas Antas, Portugal ganhou ao Brasil por 2-1. E mereceu-o. Não que tenha sido um banho de bola, longe disso, mas Portugal jogou muito bem - chegou até para dar olé nos pentacampeões do Mundo e alimentar um bocadinho o ego, tão esculachado no último Mundial (mas antes disso, admitamo-lo, absurdamente grande).

O Deco foi a figura do jogo porque não teve problemas em aguentar a pressão enorme que tinha sobre os ombros: entrou bem, jogou bonito e marcou o golo da vitória. Maniche também merece um grande aplauso pela bela estreia. Todos estiveram em grande, mas faço aqui também uma grande vénia a um gigante de nome Paulo Ferreira. Costinha, o outro dos nossos, esteve igual a si próprio (e não existe maior elogio).

Depois do jogo, com a classe que o caracteriza, Parreira conseguiu ridicularizar-se mais do que se a sua Selecção tivesse sido goleada. Irritadíssimo por ter perdido o duelo contra o Felipão, optou pela escapatória tradicional de uma equipa grande que perde um jogo que queria muito ter ganho: a tentativa de desvalorização do adversário e da sua vitória. Perante a inexistência de argumentos para atacar o verdadeiro alvo (Scolari, como é óbvio), o seleccionador do Brasil disparou na direcção da Selecção Portuguesa e caiu no ridículo com pérolas como "eles passaram o tempo todo com nove jogadores atrás da linha de bola" ou "como nós somos pentacampeões e eles saíram humilhados do Mundial, isto para eles não foi um amistoso mas uma partida a sério". Quanto à primeira, nem vale a pena comentar, quem viu o jogo só pode gargalhar perante tamanha idiotice. Já quanto a Portugal ter jogado a sério, a intenção não foi, obviamente, enfatizar que Portugal jogou a sério (até porque ele sabe muito bem que uma Selecção que só tem amigáveis até à próxima grande competição não tem outro remédio senão encarar os amigáveis como jogos a sério), mas antes que o Brasil levou o jogo a brincar e só por isso é que perdeu. Ok, toda a gente viu que a reacção do Roberto Carlos é mesmo de quem não está a levar o jogo a sério...

Essa tentativa de nos estragar a alegria desprezando a nossa Selecção e a nossa vitória, além de ficar muito mal ao Parreira, saiu frustrada. Esta vitória foi uma festa, principalmente pela quantidade de bocas que o Deco calou. E aqui refiro-me principalmente a todos os Portugueses xenófobos (para que fique claro, não incluo aqui todos aqueles que eram contra a convocação do Deco), e muito particularmente àqueles que afirmaram que "a Selecção morreu para mim". Lol! Quem é que perde com isso?

Apesar de tudo, mais uma vez deixo aqui registada a minha indignação pelo preço vergonhoso dos bilhetes.

[03:58]